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Porto Alegre, terça-feira, 02 de outubro de 2018.
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Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 14/08/2018. Alterada em 02/10 às 20h55min

Filtro faz checagem de declarações de candidatos ao JC. Veja as declarações de Mateus Bandeira

Três declarações do candidato Mateus Bandeira foram verificadas pelo Filtro Fact-checking

Três declarações do candidato Mateus Bandeira foram verificadas pelo Filtro Fact-checking


MARCO QUINTANA/JC
Filtro Fact-checking
As declarações dos candidatos ao governo do Estado na série de entrevistas especiais do Jornal do Comércio serão checadas e publicadas na coluna assinada pelo Filtro Fact-checking - iniciativa de checagens da ONG Pensamento.org para verificação de fatos, dados e declarações públicas com foco no Rio Grande do Sul.
A coluna estreia hoje com a checagem da entrevista com Mateus Bandeira (Novo), publicada em 6 de agosto. Um dos principais critérios na escolha do conteúdo checado, de acordo com o Filtro, é o quanto a informação está repercutindo na vida da população. A equipe do Filtro segue a metodologia do projeto Truco nos Estados, da Agência Pública.
A publicação do conteúdo verificado é apresentada em categorias de acordo com a veracidade da informação, com sete diferentes selos: verdadeiro; sem contexto; discutível; exagerado; subestimado; impossível provar; e falso. A pessoa responsável pela declaração é consultada duas vezes: antes da verificação do conteúdo e ao final da checagem, estando ciente do conteúdo apurado e publicado.

Verificação das declarações de Mateus Bandeira (Novo)

"Os únicos anos em que as contas do Estado fecharam no azul foram os três anos em que estive à frente do Tesouro e do Planejamento."
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Mateus Bandeira foi diretor do Tesouro do Estado e secretário de Planejamento e Gestão no governo Yeda Crusius (PSDB, 2007-2010). Como se pode conferir pela íntegra da resposta em vídeo no site do JC, Bandeira se refere aos últimos 20 anos. Segundo os Relatórios Resumidos da Execução Orçamentária, disponíveis na área de Contabilidade Pública da Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage), os anos de 2007, 2008 e 2009 tiveram superávits orçamentários (sem considerar receitas e despesas financeiras) de R$ 890,2 milhões, R$ 442,6 milhões e R$ 10,4 milhões, respectivamente, e foram os únicos com esse desempenho desde 1997.

"... a suspensão do pagamento dos juros da dívida pública (do Estado) com a União equivale a algo como R$ 3,5 bilhões a R$ 4 bilhões (ao ano)..."
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Segundo o Portal da Dívida do Estado, esse valor se aproxima do gasto anual do Rio Grande do Sul com "juros, amortizações e comissões sobre os empréstimos tomados" em 2014 (R$ 3,2 bilhões) e 2015 (R$ 3,7 bilhões). Mas, a partir da renegociação do indexador, aprovada em novembro de 2014 pelo Senado, o desembolso anual do Estado com a dívida pública caiu, em 2016, para R$ 2,2 bilhões, quase metade do informado por Bandeira. Ainda, desde agosto do ano passado, o pagamento da dívida está suspenso por liminar.

"... o que representa duas folhas de pagamento."
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Na sequência de sua declaração sobre a dívida estadual, Bandeira afirmou que o valor indicado - algo em torno de R$ 3,5 bilhões - representa duas folhas de pagamento. De acordo com dados do Tesouro do Estado, atualizados em junho de 2018, a folha de pagamento mensal é de R$ 1,8 bilhão. Assim, embora o candidato tenha superestimado o desembolso com o serviço da dívida, o valor de duas folhas de pagamento soma R$ 3,6 bilhões.
O Filtro Fact-checking é um projeto da ONG Pensamento. Acompanhe as checagens em pensamento.org e apublica.org/TrucoRS.
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