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Porto Alegre, sábado, 18 de agosto de 2018.
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Jornal do Comércio

Política

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eleições 2018

Edição impressa de 16/08/2018. Alterada em 18/08 às 20h32min

Nenhuma mulher disputa eleição ao Palácio Piratini

Comando do Executivo do Estado é almejado por sete candidatos

Comando do Executivo do Estado é almejado por sete candidatos


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Carlos Villela
Pela primeira vez em 16 anos, a eleição para o Palácio Piratini não terá nenhuma mulher candidata. A única a ser lançada em convenção partidária, Abigail Pereira (PCdoB), abriu mão da candidatura logo após o acordo nacional entre PT e PCdoB para apoiar Miguel Rossetto (PT) e concorrer a senadora.
A disputa pelo comando do Piratini tem oito candidatos - com a entrada de Paulo de Oliveira Medeiros (PCO) no final do prazo. Apenas três mulheres participam da corrida eleitoral, porém todas concorrendo a vice-governadora: a ex-deputada e atual vereadora de São Leopoldo Ana Affonso (PT), que concorre como vice de Rossetto; a professora Camila Goulart (PSOL), vice de Roberto Robaina (PSOL); e a pedagoga Ana Clélia (PSTU), vice de Júlio Flores (PSTU).
Só três mulheres já disputaram o governo do Estado na história. A primeira foi a então senadora Emília Fernandes, nome do PDT ao governo em 1998, que terminou a eleição em terceiro lugar, com 6,1%. Em 2006, Yeda Crusius (PSDB) venceu o primeiro turno, com 32,9%, e o segundo, com 53,9%, enquanto em 2010 perdeu a reeleição, atingindo 18,4% dos votos. Em 2014, Ana Amélia (PP) liderou as pesquisas de opinião até pouco antes da eleição, mas acabou terminando em terceiro, com 21,7%. A última vez em que apenas homens concorreram ao governo foi em 2002, há quatro eleições.
De acordo com a deputada federal Yeda Crusius, única mulher a governar o Rio Grande do Sul, "perde-se uma oportunidade de escolha" com a ausência de mulheres na disputa. Ela diz que "mulheres melhoram o ambiente político" e que a representatividade é ainda mais importante no momento atual, "por todo o debate que se estabelece em nível mundial pela igualdade de oportunidades".
De acordo com a cientista política Maria Lucia Moritz, a presença de uma mulher concorrendo como cabeça de chapa ao Executivo influencia outras etapas da disputa eleitoral. "Elas atraem votos para a disputa ao Legislativo", diz. Maria Lucia também destaca que a presença de candidaturas de mulheres a altos cargos é importante para fortalecer a representatividade feminina na política. "Isso sinaliza que é possível chegar lá", diz. Quando não há candidatas, portanto, "se sinaliza que (um cargo no Executivo) não é lugar para mulher".
Das 27 unidades federativas brasileiras, nove já tiveram governadoras. Maranhão, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul são os únicos estados que já elegeram mulheres. Acre, Amapá, Distrito Federal e Paraná também tiveram mulheres no governo, mas elas chegaram ao cargo após a renúncia dos governadores titulares. No Paraná, por exemplo, a atual governadora é Cida Borghetti (PP), que assumiu o cargo com a renúncia do então governador e agora candidato a senador Beto Richa (PSDB).
A ausência de representatividade feminina na disputa pelo governo gaúcho destoa do cenário nacional, no qual duas mulheres estão presentes na disputa ao Planalto - além de cinco como vices. Duas delas são gaúchas: a senadora Ana Amélia Lemos (PP) está na chapa liderada por Geraldo Alckmin (PSDB), enquanto a deputada estadual Manuela d'Ávila (PCdoB) será vice do candidato do PT - Luiz Inácio Lula da Silva ou Fernando Haddad. A disputa também tem a senadora Kátia Abreu (PDT) junto com Ciro Gomes (PDT), a líder indígena Sonia Guajajara (PSOL) como vice de Guilherme Boulos (PSOL) e a pedagoga Suelene Balduíno (Patri), vice de Cabo Daciolo (Patri). Marina Silva (Rede) e Vera Lúcia (PSTU) são as únicas mulheres entre os 13 candidatos ao Palácio do Planalto.
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Comentários
FÁBIO DA SILVA 16/08/2018 08h25min
Se Ana Amélia Lemos tivesse sido inteligente, teria pensado nisso. Como vice do Alkmin, falhou. Se bem que na última experiência que o RS teve com uma senhora no governo do estado não foi nada boa. Não faz diferença ser homem ou mulher; a diferença será se quem ocupar o cargo for competente, e isso tá difícil em tempos autais.