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Porto Alegre, terça-feira, 19 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

Política

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Eleições 2018

Alterada em 19/06 às 17h05min

Bolsonaro diz que não desistiu de ter Magno Malta como vice e apoio do PR na chapa

Presidenciável sustenta que o acordo só saíra em condições impostas por ele

Presidenciável sustenta que o acordo só saíra em condições impostas por ele


MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/JC
O deputado federal e pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não desistiu de ter o apoio do PR na eleição. Ele diz que seu plano A para vice continua sendo o senador capixaba Magno Malta e que pelas conversas que tem em Brasília há um apoio significativo a ele na legenda. "Metade do PR me quer. Acham que atrai voto, atrai simpatia nos estados", disse o presidenciável.
Bolsonaro não vê problema no fato de a legenda cobiçada ter como principal liderança o ex-deputado Valdemar Costa Neto, que foi condenado e preso no escândalo do mensalão. Antes de embarcar no PSL, o presidenciável chegou a se reunir com Valdemar no ano passado para discutir uma possível filiação ao partido Muda Brasil, que o cacique do PR tentava fundar.
Bolsonaro disse ter recusado a oferta por não ter visto viabilidade na nova legenda. O diagnóstico estava correto e em outubro passado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a criação do Muda Brasil. O pré-candidato, porém, tenta a todo momento pontuar que a disposição para o diálogo não é uma capitulação em seu discurso contra a corrupção. Sustenta que o acordo só saíra em condições impostas por ele: com Magno de vice e sem promessa de cargos em um eventual governo. "Minha coligação não se chama PR, chama Magno Malta", afirmou.
Instalado em uma legenda nanica, o presidenciável que lidera as pesquisas de intenção de voto nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem no PR a sua última esperança de conseguir alguma estrutura da chamada "política tradicional".
O partido de Valdemar poderia lhe dar tempo de televisão e alguma capilaridade nos estados, uma vez que tem 41 deputados. Bolsonaro reconhece que diante das dificuldades de sua legenda não conseguiu trazer para o seu lado todos os apoiadores que poderia pelo seu potencial nas pesquisas. "Muita gente não pode vir. Nós pegamos um time da segunda divisão para disputar a Copa do Mundo. Só temos alguns poucos da primeira divisão. Mas não estamos tristes com isso não. Vamos à luta", disse o presidenciável.
No PR ainda há muita divisão sobre que rumo seguir. Há no partido quem defenda aliança com o PT, com Ciro Gomes (PDT) e com o tucano Geraldo Alckmin (PSDB). Também há uma possibilidade de candidatura própria de Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar. "Só não tem quem defenda a Marina", brinca um dos dirigentes.
O único consenso entre os diversos grupos é sobre o momento de decidir. Cobiçado por todos os lados, o partido deve deixar sua convenção para agosto, perto do prazo final para a decisão, dia 5 daquele mês. O cálculo nas negociações é de qual candidato poderia lhe permitir ter a maior bancada. Ou se a melhor estratégia é não apoiar oficialmente ninguém. O nome de Bolsonaro cresce na legenda porque cada vez mais parlamentares veem na associação ao militar a melhor forma de ampliar o número de eleitos.
"Realmente é um casamento perfeito. É ótimo para o Bolsonaro, mas é ótimo para o PR porque a aliança ajuda a transferir votos para os nossos candidatos. Com uma aliança dessas a gente elege 50 deputados", afirma o deputado Capitão Augusto (SP), um dos que está a frente das negociações.
Mas além da fragmentação interna na legenda há também dúvidas sobre a disposição de Malta entrar na chapa. Ele tem uma reeleição considerada tranquila ao Senado e já mandou sinais de que esse pode ser o seu destino diante da demora de se definir uma aliança. Caso disputasse a eleição presidencial como vice, o plano do senador era tentar emplacar sua mulher, Lauriete, na sua vaga atual.
No momento, as articulações em torno de Josué Alencar também estão em alta no PR. O nome é trabalhado tanto para uma eventual candidatura própria quanto para a composição na vice-presidência. A ideia inicial era emplacá-lo como vice de um dos candidatos de esquerda.
Fala-se dentro do partido até na possibilidade de indicar o nome do empresário como vice de Lula, mas desde que com o compromisso de ele assumir a candidatura quando a Justiça barrar a pretensão do petista pela Lei da Ficha Limpa. No cenário de especulações, porém, já há até quem sugira Josué como vice de Bolsonaro, ideia de difícil implantação devido ao perfil dos dois.
Enquanto mantém o flerte com o PR, Bolsonaro trabalha em outras frentes para ter nomes na manga para ocupar a vaga de seu companheiro na chapa. Um nome de desejo do presidenciável é o general Augusto Heleno, primeiro comandante das tropas brasileiras no Haiti. Ele está filiado a outro partido nanico, PRP. Bolsonaro afirma que apesar de também ser militar, Heleno acrescentaria a seu time.
"O general Heleno é militar também, mas é diferente. É político. Conciliador. É bem quisto. É uma pessoa que soma", afirma o presidenciável. Caso essa alternativa também não vingue, o deputado diz que já tem um nome do seu partido para a função, mas que não pretende revelar ainda.
Enquanto a articulação para a formação da chapa ainda está longe de uma resolução, o PSL prepara para essa semana o lançamento da sua vaquinha virtual. Bolsonaro diz que pretende fazer sua campanha com "apenas" R$ 1 milhão, mas topou utilizar seu nome para a arrecadação na intenção de ajudar candidatos do partido a outras vagas.
A expectativa é que caso o movimento consiga transpor para o caixa da legenda a mobilização do presidenciável nas redes sociais seja possível arrecada até R$ 15 milhões. A empresa contratada para fazer o sistema de arrecadação, que fará também auditoria nas doações, deve ficar com algo entre 2,5% das doações realizadas.
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