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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de junho de 2018.
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Política

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Prefeitura de Porto Alegre

Notícia da edição impressa de 08/06/2018. Alterada em 07/06 às 22h28min

Privatização da Carris pode sair após análise de consultoria

Prefeito disse que mesmo tipo de avaliação pode ser feito com a Procempa e a Fasc

Prefeito disse que mesmo tipo de avaliação pode ser feito com a Procempa e a Fasc


RICARDO GIUSTI/PMPA/JC
Marcus Meneghetti
Ao lado de secretários e aliados na Câmara Municipal de Porto Alegre, o prefeito Nelson Marchezan Júnior (PSDB) anunciou, nesta quinta-feira, no Paço Municipal, o lançamento de um edital para contratar uma consultoria que vai avaliar o melhor formato para a reestruturação da Companhia Carris Porto-alegrense. Segundo Marchezan, umas das opções é a privatização.
Depois de fazer uma explanação sobre a situação da Carris, o secretário de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi, explicou que "a prefeitura pretende que seja feito um raio X completo da Carris, não só do ponto de vista financeiro, como também operacional". Marchezan citou mais detalhadamente as dúvidas que a prefeitura tem sobre a companhia.
"(A consultoria) vai servir para fazermos uma análise do valor da empresa. A Carris vale por quê? O que tem de valor? O que pode ser melhor administrado? O que pode ser vendido? Qual o valor da parcela do mercado em que ela opera?", questionou o prefeito.
O processo licitatório para contratar a consultoria, organizado pela Secretaria Municipal de Parcerias Estratégicas, foi publicado nesta quinta-feira no Diário Oficial. Vanuzzi espera que a contratação da empresa ocorra em até quatro meses. Ao fim de um ano, a expectativa é que o diagnóstico da empresa já esteja concluído.
"A expectativa é que, com os dados levantados, possamos tomar uma decisão rápida sobre a Carris. A privatização é uma das opções, porque, pelos números que temos a priori, os ônibus da Carris e a manutenção são mais caros. O custo com pessoal também é muito mais caro e com difícil reversão. Então fica claro que não é uma função em que o Estado gestor está funcionando", analisou Marchezan.
Para vender a Carris, o Executivo teria que enviar um projeto de lei à Câmara Municipal, onde precisaria do voto de maioria absoluta (pelo menos, 19 vereadores). Sentado ao lado de Marchezan no evento de lançamento do edital, o vereador e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Ricardo Gomes (PP) elogiou a iniciativa da prefeitura. "A discussão na Câmara vai ser radicalizada, como costuma acontecer em Porto Alegre. Mas vai acontecer", projetou.
O prefeito cogita contratar outras consultorias para fazer o mesmo trabalho na Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa) e na Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc). "É um bom caminho para a Procempa, que é muito cara. Também para a Fasc, em que quase 40% do orçamento não é destinado para quem mais precisa, mas para a máquina pública. Se tivéssemos a possibilidade de fazer esses editais para a Fasc e Procempa... já deveriam estar na rua. Mas esse é provavelmente o caminho que vai acontecer", falou Marchezan.
Embora a prefeitura tenha dúvidas sobre o funcionamento da Carris, sabe de uma coisa: a empresa tem apresentado sucessivos déficits desde 2011 - cuja soma dos balanços deficitários acumula R$ 271,9 milhões. No mesmo período, a prefeitura aportou R$ 244,3 milhões na Carris. Tanto Marchezan quanto Vanuzzi bateram bastante nessa tecla.
"De 2011 para cá, foram drenados mais de R$ 270 milhões de recursos do caixa único da prefeitura", estimou o titular da pasta de Parcerias Estratégicas. Em 2016, o Paço Municipal aportou R$ 55 milhões para cobrir o rombo da Carris; e, em 2017, R$ 48,7 milhões.
Segundo dados da secretaria comandada por Vanuzzi, a Carris transporta 240 mil passageiros em dias úteis. A frota soma 347 ônibus, e 306 estão na ativa, percorrendo 63 mil quilômetros diariamente, em 24 linhas (17 transversais, quatro circulares e três radiais).
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