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Porto Alegre, quinta-feira, 13 de janeiro de 2022.
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Opinião

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ARTIGOS

- Publicada em 19h37min, 12/01/2022.

A comunicação e as eleições de 2022

Caio Bruno
Esperado por muitos, 2022 chegou. O ano conta com um calendário vigoroso de eventos nas mais diversas áreas como a Copa do Mundo, as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil e, claro, as eleições gerais de outubro. Será a nona vez, desde a redemocratização do País, que os brasileiros irão às urnas eleger o presidente da República. O pleito também renovará os governos estaduais, Assembleias Legislativas, Câmara Federal e um terço do Senado.
Esperado por muitos, 2022 chegou. O ano conta com um calendário vigoroso de eventos nas mais diversas áreas como a Copa do Mundo, as comemorações dos 200 anos da Independência do Brasil e, claro, as eleições gerais de outubro. Será a nona vez, desde a redemocratização do País, que os brasileiros irão às urnas eleger o presidente da República. O pleito também renovará os governos estaduais, Assembleias Legislativas, Câmara Federal e um terço do Senado.
Afora toda a ansiedade existente na sociedade, movida a debates e paixões - principalmente na eleição presidencial -, para nós, profissionais de comunicação, fica a expectativa de qual vai ser a tendência e o tom utilizado pelos candidatos e suas campanhas, e que darão o norte ao eleitorado.
Analisando o histórico podemos identificar que já tivemos períodos em que a emoção e a novidade foram predominantes, depois, a fase da não política, da gestão e da tecnicidade, sempre permeadas, claro, pela parte não nobre da comunicação, os ataques aos adversários. Tudo isso utilizado nas mídias tradicionais como TV, Rádio e veículos impressos.
Com o avanço das redes sociais e da universalização da produção de conteúdo o foco mudou para a internet. O movimento começou tímido nos EUA em 2008, na primeira eleição do presidente Barack Obama, e foi crescendo e se consolidando até chegarmos ao pleito brasileiro de 2018, quando o vencedor, Jair Bolsonaro, utilizou muito bem as mídias digitais, ignorando por completo a comunicação tradicional, uma vez que tinha parcos segundos no horário eleitoral.
Ainda não estão claras quais as linguagens e formas que irão predominar na eleição de outubro. No caso da disputa presidencial, podemos notar o caráter plebiscitário entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula, com ambos travando uma batalha na comunicação digital. Se o cenário continuar assim, a cada dia que passa o espaço para uma candidatura de terceira via fica menor, por falta de discurso que cative o eleitor.
O fato é que cada processo eleitoral é único, e para cada cargo haverá um planejamento de marketing diferente. Se você for candidato, a hora de colocar a mão na massa é agora. Não há mais um minuto a perder. É o momento do aquecimento, do planejamento, da definição de metas e da mobilização. Afinal, há um distinto público para conquistar.
Jornalista e especialista em Marketing Político

Mitos e mitômanos

Carla Rojas Braga
Mitos ou lendas são narrativas fantasiosas para explicar certas situações sem aparente explicação real para o povo. Mitômano é a pessoa que se utiliza da mentira fantástica na maior parte do tempo. Embora todo mundo minta, existe diferença entre a mentira banal e a mentira compulsiva, a mitomania.
O mitômano usa a mentira e a negação como um modo de vida. Negação é um mecanismo de defesa do ego, criado por Freud em 1923, que serve para a proteção do ego frente a perigos, reais ou imaginários, e medo do enfrentamento dos mesmos. É largamente usado pelas crianças, incapazes de lidarem com seus medos. "Se eu nego, então, o perigo não existe e eu não tenho medo".
Quando utilizado inadequadamente, ao invés de nos proteger, incapacita. O mitômano mente constantemente, negando a realidade, a qual insiste em exigir um comportamento maduro. Nega a realidade porque tem medo, é incapaz e cria histórias fantásticas. Boquirroto, tem prazer em mentir. É o momento no qual tenta demonstrar sua força imaginária com histórias mirabolantes.
A mitomania é um risco para a mente do paciente, que pode ser profundamente afetada pelas fantasias constantes. Com a reincidência das histórias fantasiosas, o indivíduo pode acabar acreditando em uma realidade que não existe e se afundar em uma espécie de isolamento. Pelo afastamento da realidade, a doença pode evoluir para quadros graves, de transtorno antissocial a delírios, num quadro psicótico.
O mitômano prioriza fantasias sobre circunstâncias reais. Isso porque sua personalidade é narcísica e quer ser sempre admirado. Seu maior sofrimento é ser rejeitado e abandonado. O mitômano nada mais é do que um grande inseguro. Age como uma criança birrenta.
Assim, tenta adaptar a realidade a seu personagem, de acordo com a circunstância e com suas necessidades egóicas. Tem baixo limiar de tolerância às frustrações, é infantilóide.
Pela mente regressiva, tem dificuldade para entender os sentimentos dos outros. Sem empatia. Sua impulsividade não tem freios e não se deprime, porque não tem remorso.
Os mitômanos precisam de intervenção, tratamento, internação hospitalar ou carcerária, para serem protegidos e protegerem os outros. Jamais serem reeleitos. 
Psicóloga
 
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