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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de setembro de 2021.
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Opinião

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- Publicada em 15h21min, 24/09/2021.

Como o Pix está impactando o e-commerce?

Lucas Camargo
O Banco Central apresentou o Pix no ano passado e, em pouco tempo, ele se tornou um serviço indispensável para muitos brasileiros. Autorizado em novembro de 2020, o novo modo de pagamento eletrônico instantâneo surgiu com a promessa de acabar com taxas de transferência para a pessoa física e permitir operações financeiras vinte e quatro horas por dia. O Pix se estabeleceu como uma alternativa aos modelos até então mais utilizados no país para a realização de pagamentos e transferências, como TED e DOC.
O Banco Central apresentou o Pix no ano passado e, em pouco tempo, ele se tornou um serviço indispensável para muitos brasileiros. Autorizado em novembro de 2020, o novo modo de pagamento eletrônico instantâneo surgiu com a promessa de acabar com taxas de transferência para a pessoa física e permitir operações financeiras vinte e quatro horas por dia. O Pix se estabeleceu como uma alternativa aos modelos até então mais utilizados no país para a realização de pagamentos e transferências, como TED e DOC.
A novidade não trouxe mudanças apenas aos hábitos das pessoas físicas e impactou diretamente as empresas, inclusive os negócios eletrônicos. Conhecido por permitir uma venda não presencial por meio de uma ferramenta eletrônica e oferecer muita comodidade, o e-commerce é um dos tipos de comércio mais relevantes do País. De acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Neotrust, o crescimento nas vendas via esse modelo foi de 68% em relação a 2019. Com os impactos no modo de consumo da população trazidos pela pandemia, a ABComm estima que 20,2 milhões de consumidores realizaram pela primeira vez uma compra pela internet no ano passado. Além disso, a associação considera que 150 mil lojas passaram a vender também por meio das plataformas digitais.
Diante dessa mudança na forma de consumo do público nacional e da relevância do e-commerce no varejo brasileiro, como o Pix impacta o segmento? De antemão, o serviço autorizado pelo Banco Central facilita que os varejistas do comércio eletrônico realizem suas vendas, afinal, com o Pix não é necessário que sejam imprimidos boletos ou similares - a velocidade de identificação do pagamento realizado pelo comprador facilita que o e-commerce finalize a compra e já embale o produto e o destine ao endereço final. Além disso, o novo modelo de pagamento agiliza quitações da empresa junto aos fornecedores de mercadorias e, por consequência, permite que haja maior produtividade operacional no dia a dia.
Ademais, o Pix diminui as chances de um boleto ser gerado pelo cliente e depois não ser pago, como muitas vezes acontece - um levantamento da ABComm estima que entre 30% e 50% dos boletos emitidos não são quitados pelos compradores, por exemplo. A espera até o dia seguinte para o dinheiro cair na conta da empresa após uma TED feita depois do horário comercial, outra coisa comum, não acontece mais com o Pix, afinal, o valor da compra é entregue ao vendedor imediatamente. Com essa velocidade e assertividade no pagamento, fica ainda mais fácil organizar o fluxo de caixa, elemento fundamental de qualquer negócio.
Empresários que detêm um e-commerce devem estar antenados constantemente às novidades que o mercado oferece, especialmente em relação a diversas funcionalidades que têm o intuito de oferecer agilidade no processo de compra. Clientes que utilizam ferramentas digitais para adquirir produtos desejam, acima de tudo, conforto e velocidade no atendimento e entrega; por isso, facilitar o pagamento a um toque no celular é mais do que necessário para qualquer e-commerce.
CEO da Instabuy, plataforma de e-commerce
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