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Porto Alegre, quarta-feira, 19 de maio de 2021.
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Opinião

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- Publicada em 15h07min, 19/05/2021.

Um debate para além de março

Patrícia Alba
Passado o mês de março, penso que certos significados, refletidos especialmente neste período, têm a necessidade de se perpetuar nos 365 dias do ano. O principal deles diz respeito ao nosso papel enquanto mulheres para a sociedade. Isso porque já são quase 50 anos desde que o Dia Internacional da Mulher foi instituído pela ONU, e ainda seguimos sujeitas diariamente a preconceitos arcaicos e estruturais nos mais diversos campos.
Passado o mês de março, penso que certos significados, refletidos especialmente neste período, têm a necessidade de se perpetuar nos 365 dias do ano. O principal deles diz respeito ao nosso papel enquanto mulheres para a sociedade. Isso porque já são quase 50 anos desde que o Dia Internacional da Mulher foi instituído pela ONU, e ainda seguimos sujeitas diariamente a preconceitos arcaicos e estruturais nos mais diversos campos.
Na política, por exemplo, fomos apenas 15,7% das candidaturas eleitas nos pleitos municipais de todo o País. Um avanço praticamente nulo em relação a 2016 (de 13,4%) e irrisório diante dos 51,8% que representamos como maioria da população brasileira. Isso considerando toda a evolução que o assunto recebeu nos últimos anos. Como líder de um núcleo feminino político do RS, pude ampliar o acesso a essas questões, concluindo que ainda temos um longo caminho a percorrer.
Para isso, procuramos dedicar a nossa gestão à situação de cada companheira disposta a concorrer para melhorar o futuro da sua realidade. Investimos, numa parceria com cientistas políticos e especialistas de marketing, em formações que contribuíssem para o seu pensamento crítico e na construção de programas para a melhoria de sua comunidade.
Hoje, somos uma a cada quatro mulheres emedebistas nas câmaras de vereadores gaúchas, número que, com toda a certeza, será encarado de maneira progressiva. Afinal, uma mulher a mais na tribuna pode significar tantas outras a menos nos índices de violência doméstica. Uma mulher a mais que nos representa pode fazer com que mais de nós ingressem no mercado de trabalho, sem que sejamos discriminadas pelo gênero.
Temos de encarar a busca pela igualdade de forma conjunta, considerando todas as iniciativas que já trabalham incansavelmente para semear esse propósito. Quanto mais ocuparmos espaços, mais legitimidade daremos a esta luta, que é, por essência, um direito nosso!
Deputada estadual, presidente do MDB Mulher no Rio Grande do Sul
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