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Porto Alegre, segunda-feira, 10 de maio de 2021.
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Opinião

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- Publicada em 17h45min, 10/05/2021.

A eletromobilidade e o futuro do transporte

Cristiano Meditsch
O segmento de transportes é responsável por grande parte das emissões de CO2 no planeta. Pensando nessa realidade, é importante analisar os fatores ambientais e econômicos de optar pelos veículos elétricos (VE) no mundo e, em especial, no Brasil. Aqui, a eletromobilidade representaria uma quebra de paradigmas nas áreas de transporte urbano e de geração de energia limpa.
O segmento de transportes é responsável por grande parte das emissões de CO2 no planeta. Pensando nessa realidade, é importante analisar os fatores ambientais e econômicos de optar pelos veículos elétricos (VE) no mundo e, em especial, no Brasil. Aqui, a eletromobilidade representaria uma quebra de paradigmas nas áreas de transporte urbano e de geração de energia limpa.
Além de reduzirem a poluição de modo amplo na troca de fonte fóssil por renovável, os veículos elétricos têm um custo operacional inferior aos tradicionais à gasolina, álcool e diesel. O consumidor que opta por um VE sai ganhando em vários aspectos. O carro descarta a necessidade de embreagem e elimina o espaçoso motor de combustão, assim apresenta menor quantidade de peças e um design simples, futurista e muito inteligente. Para fechar, a manutenção é igualmente menor, a depreciação muito mais lenta e a vida útil do automóvel fica maior.
E mais: a eletromobilidade é ponto crucial na transformação do setor de energia renovável, tornando real o tão sonhado salto quantitativo no segmento. A compra de energia verde no mercado livre ou a autoprodução por geração distribuída aumentariam os ganhos para muitos optarem por investir nos veículos elétricos.
As usinas solares fotovoltaicas e as eólicas – estas últimas introduzidas há pouco tempo no Brasil – são plenamente competitivas graças ao aumento da produção e ao avanço tecnológico cada dia maior. O mesmo acontecerá com a eletrificação do transporte público e de cargas, já que as características para o desenvolvimento de ônibus e caminhões são as mesmas. Falta muito pouco para a engenharia chegar lá.
No Brasil, a troca para a matriz elétrica nos automóveis diminuiria não apenas a poluição local, mas também a poluição global, amenizando as consequências nefastas do Efeito Estufa. Tudo isso porque a eletricidade que carrega as baterias dos carros é oriunda de fontes verdes, mais comumente a solar nestes casos. Com isso, quase 5 bilhões de litros de diesel deixariam de ser importados a cada ano para nosso País. As pessoas não precisarão de postos de combustíveis, o carro vai ser carregado em casa ou no escritório e muito raramente em postos de recarga. Os postos de combustíveis estão com seus dias contados.
A mudança para a eletromobilidade passa necessariamente pela infraestrutura. Hoje, principalmente os condomínios residenciais e comerciais não tem nem ideia de como irão fazer este investimento visto que cada vaga de garagem deverá ter um carregador de automóvel.
Dentro deste contexto, a própria pandemia da Covid19 revelou uma realidade até então coberta de fumaça: o ar mais puro com a redução da circulação e do transporte de pessoas mudou a percepção da população, acostumada com dias cinzentos e poluídos nas grandes metrópoles. A crise sanitária anteviu um horizonte de céu limpo e a importância do equilíbrio do meio ambiente para o bem-estar humano até mesmo quando estejam presos em suas casas.
Muito precisamos refletir como sociedade sobre o que é benéfico para o planeta e para nós mesmos. Mas um ponto é certo: a economia de recursos naturais e financeiros que vem com a eletromobilidade é notável, trata-se de um processo crescente e irreversível e torna-se uma questão de tempo para a adesão dos brasileiros a cada dia que passa.
CEO da startup de investimentos em energias
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