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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 01/04/2021.

Páscoa e a tradição do vinho

Filipe Panizzon
Na antiguidade, o pão e o vinho eram alimentos muito comuns para os povos. O vinho, inclusive, era visto como aliado à saúde. Na Antiguidade, o grego Hipócrates (450 a.C. a 370 a.C.), considerado pai da medicina ocidental, foi um dos maiores propagadores das potencialidades medicinais da bebida. Ele receitava a ingestão de vinho para complementar tratamentos contra febre, potencializar efeito diurético, laxante, antisséptico e cicatrizar feridas.
Na antiguidade, o pão e o vinho eram alimentos muito comuns para os povos. O vinho, inclusive, era visto como aliado à saúde. Na Antiguidade, o grego Hipócrates (450 a.C. a 370 a.C.), considerado pai da medicina ocidental, foi um dos maiores propagadores das potencialidades medicinais da bebida. Ele receitava a ingestão de vinho para complementar tratamentos contra febre, potencializar efeito diurético, laxante, antisséptico e cicatrizar feridas.
Talvez por ser uma bebida popular na época, é que Jesus compartilhou um cálice de vinho com os seus discípulos durante a reunião que ficaria conhecida como a última ceia e constituiria o marco simbólico de séculos de tradição. Porém, apesar do que possamos pensar, o hábito de consumir vinho durante as comemorações pascais não remete à época de Jesus. Até porque, a Páscoa só passou a ser celebrada como fazemos hoje, enquanto evento católico, em 325 d.C. Segundo estudiosos, a tradição de consumir vinho durante as refeições pascais tem origem na Idade Média, com a retratação da Santa Ceia pelo célebre Leonardo da Vinci e outros pintores.
Tradições são hábitos que nós reproduzimos de geração em geração e, muitas vezes, não sabemos o porquê. Muito menos avaliamos se aquele comportamento continua nos sendo benéfico ou útil, se condiz com nosso contexto atual. Porém, refletindo sobre esta tradição, em especial, encontramos motivos para mantê-la.
Independentemente das tradições religiosas, o vinho ingerido em doses equilibradas, traz diversos benefícios à saúde, como já nos sinalizava Hipócrates na antiguidade, e hoje nos comprova a ciência. Diversas pesquisas científicas relacionam o vinho a efeitos positivos na melhora cardiovascular, aumento de longevidade e até influência da diabetes, depressão e Alzheimer.
Além de que, na Páscoa, época em que geralmente se ingere mais alimentos leves e carnes brancas, o vinho é um ótimo aliado para realçar o sabor dos pratos. Um bom vinho harmonizado com a refeição proporciona excelentes experiências gastronômicas.
Vinho também é sinônimo de celebração, alegria e afeto. Reunir os familiares, quando possível, para uma refeição na Sexta-feira Santa ou no Domingo de Páscoa e compartilhar de um bom rótulo é também regar esse momento com alegria.
Talvez, por tudo isso, o vinho seja até hoje uma tradição de Páscoa. E, cá entre nós (os amantes de vinho), é uma das que mais adoramos, não é?
Presidente da Associação dos Produtores de Vinhos dos Altos Montes
 
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