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Porto Alegre, terça-feira, 30 de março de 2021.
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Opinião

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- Publicada em 16h18min, 30/03/2021.

Escritório da família/family office

Everson Oppermann
Algumas famílias empresárias possuem um escritório para cuidar dos interesses particulares de seus membros. Isso é um desafio que tem, por si só, elementos de tensão. O que justifica dedicar alguém da família ou o financeiro da empresa para essa finalidade? Há vários fatores, sobretudo a falta de tempo para cuidar de seus próprios interesses. Situação com certas vulnerabilidades, e que exige reflexão sob novos olhares. Geralmente, empresários estão 100% dedicados aos negócios. Será esse serviço de escritório a solução mais eficaz? Será que o barato não sai mais caro pelas perdas potenciais deixadas nas mãos de bancos e franquias de investimentos? O termo family office foi apropriado pelos grandes bancos, lamentavelmente.
Algumas famílias empresárias possuem um escritório para cuidar dos interesses particulares de seus membros. Isso é um desafio que tem, por si só, elementos de tensão. O que justifica dedicar alguém da família ou o financeiro da empresa para essa finalidade? Há vários fatores, sobretudo a falta de tempo para cuidar de seus próprios interesses. Situação com certas vulnerabilidades, e que exige reflexão sob novos olhares. Geralmente, empresários estão 100% dedicados aos negócios. Será esse serviço de escritório a solução mais eficaz? Será que o barato não sai mais caro pelas perdas potenciais deixadas nas mãos de bancos e franquias de investimentos? O termo family office foi apropriado pelos grandes bancos, lamentavelmente.
Na origem histórica, famílias empresárias que se tornaram famílias investidoras conseguiram criar estruturas específicas para olhar 20, 30 anos à frente, para identificar e compreender momentos de carreiras de seus membros, aceitar os ciclos de vida dessas pessoas. Seus interesses transformam-se com casamentos, com escolhas de profissões ligadas ou não aos negócios familiares. Família, empresa e patrimônio tendem a confundir-se, perigosamente. Seria interessante revisitar certas decisões, se o escritório da família é apenas uma escolha mais barata e que direciona a alguém da empresa alguns assuntos particulares, ou se a família empresária já tem certo patrimônio que mereça um gestor de riquezas, que promova aconselhamento financeiro sem conflito de interesses. Modelos vigentes há mais de 100 anos sugerem que esse caminho é adequado a ser considerado por famílias empresárias que estão se tornando famílias investidoras. O conceito de gestor de riquezas é superior em eficiência ao escritório da família. Ninguém cresce sozinho.
Sócio executivo da Aqua Wealth Management, ex-presidente da Câmara Brasil- Alemanha/RS
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