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Porto Alegre, terça-feira, 23 de fevereiro de 2021.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 15h47min, 23/02/2021.

A Corrente do Bem

Guilherme Azevedo Bacchin
Este autor sabe da crise que passamos e da escassez econômica e mais ainda humana, que este País carrega. Em meio ao vírus que nos ronda e à vacina que nos foge, este autor vem, por meio desta doação de espaço por este jornal, propor uma ação coletiva e prática que pode salvar a muitos, e ter um impacto real e efetivo. Uma causa social que vem sendo cultivada e semeada numa aldeia indígena; - por mim e por muitos.
Este autor sabe da crise que passamos e da escassez econômica e mais ainda humana, que este País carrega. Em meio ao vírus que nos ronda e à vacina que nos foge, este autor vem, por meio desta doação de espaço por este jornal, propor uma ação coletiva e prática que pode salvar a muitos, e ter um impacto real e efetivo. Uma causa social que vem sendo cultivada e semeada numa aldeia indígena; - por mim e por muitos.
Esta aldeia, composta por 46 famílias, sobrevive e resiste através do artesanato. O comércio nas grandes metrópoles está restrito de restrições, a economia vive para muitos e ceifa a outros, mas este povo indígena viu, na pandemia, seu modo de subsistência desertificar.
Não preciso falar, ao tom que falo de nossa dívida histórica com as raízes dos que foram arrancados desta terra, falo de criarmos uma corrente do bem, levar o alimento da esperança para estes que, hoje, veem seu próprio povo padecer, e suas crianças, desencontram no horizonte, o amanhã.
Acredito na abundância da empatia. Sem proselitismo, sem dogmas, sem ideologias, mas por conhecer, este autor, um pouco do coração humano. Acredito nos heróis de cada dia, nos heróis do anonimato: estes fazem o bem do mundo triunfar. Falo de um povo que está perecendo na fome, sem perspectiva, secando como a terra que tanto destruímos. Não trago aqui argumentos suficientes para tocar a alma dos que a tem?
A Corrente do Bem na Aldeia Nhundy (nome da aldeia indígena) funciona através de coletas de doações e entregas mensais de cestas básicas, vestuários, brinquedos para as crianças e ademais itens que os aproxime; não da civilização, mas do milagre. A todos e todas que quiserem contribuir com a causa, procurem meu nome no facebook e eu lhes encaminho para o nosso grupo do whatsapp, onde organizamos tudo.
Numa época de tantas mortes, nos envolvemos com a vida: nunca é cedo, nunca é tarde.
A boa ação vale mais do que dinheiro, a boa ação vale mais do que palavras. Ajudemos. Multipliquemos os pães. Nossa causa social não tem interesse algum além de salvar vidas. Doar é uma das palavras mais poéticas e altíssimas que esta língua portuguesa nos oferece. E se torna muito mais bela quando se cala e faz. Quando se torna amor.
Esquecido pelo mundo, desafortunado pela sorte, este povo reza por dias melhores. Ajudar ao próximo é uma virtude que, assim como a terra, devemos semear. Que a “Corrente do Bem” triunfe e possa mudar o destino deles.
É preciso mudar o mundo começando por algo.
Estudante de Letras e escritor
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