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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 09/02/2021.

Consolidação das escolas em 2021

Ricardo Luiz de Jesus
Aumento da inadimplência, redução das receitas por conta de descontos e necessidade de mais investimentos em tecnologia. Além da forma como vão conduzir a volta às aulas no próximo ano, a gestão do caixa será um desafio das escolas particulares neste cenário pós-pandemia, o que deve provocar uma nova onda de fusões e aquisições no setor.
Aumento da inadimplência, redução das receitas por conta de descontos e necessidade de mais investimentos em tecnologia. Além da forma como vão conduzir a volta às aulas no próximo ano, a gestão do caixa será um desafio das escolas particulares neste cenário pós-pandemia, o que deve provocar uma nova onda de fusões e aquisições no setor.
A educação básica contempla 85% dos alunos em idade escolar, o que representa 48 milhões de alunos e é considerada bastante pulverizada no Brasil. Existem cerca de 40 mil escolas privadas de educação básica no país, com uma média de 300 alunos. O ticket médio fica entre R$ 500 e R$ 600, o que corresponde a uma receita mensal entre R$ 150 mil a R$ 180 mil.
O estado de São Paulo, devido à concentração de renda, conta com escolas maiores (entre 500 e mil alunos) e estas são as mais assediadas por grandes grupos e fundos de investimentos.
Com a pandemia, que levou ao aumento da inadimplência e pressão dos pais por descontos da mensalidade, a situação financeira das escolas, que já não era das melhores, piorou. O fato é que o custo se manteve, mas as receitas caíram, o que provocou o aumento do descolamento entre receitas e despesas, principalmente quando se trata do ensino infantil.
Para se ter uma ideia, um levantamento realizado pela Editora do Brasil em junho de 2020 com 821 escolas, demonstrou que mais de 60% das instituições perderam 10% das matrículas. Outros 20% afirmaram que perderam mais de 30%.
Todos esses fatores combinados geram a possibilidade da entrada de novos players, e dado o histórico de sucesso na criação de grandes grupos educacionais que promoveram a consolidação que ocorreu na educação superior, há muitos fundos de investimentos e grupos estratégicos que têm olhado para o segmento com muito interesse.
É fato que as escolas têm a característica de serem negócios pequenos em termos de faturamento e gestão e isso permite a possibilidade de uma entrada desses grupos promovendo uma consolidação, como ocorreu no ensino superior.
A grande maioria das escolas particulares está aberta a ouvir propostas. Mas, o empresário precisa estar bem assessorado para tomar uma decisão segura e fazer a melhor negociação, dado que o objetivo do grupo estratégico com capital na manga é acabar comprando bem, ou seja, com o máximo desconto possível.
Mestrando em administração pela EAESP-FGV
 
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