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Porto Alegre, terça-feira, 26 de janeiro de 2021.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 15h32min, 26/01/2021.

Diálogos Inclusivos: acessibilidade em foco

Giane de Campos Grigoletti, Thieser Farias e Diego Custódio
Em 2020, surgiu o Projeto intitulado "Acessibilidade no Transporte Coletivo de Santa Maria, RS: a Inclusão de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida", extensão realizada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com o objetivo de analisar as possibilidades de acesso de pessoas com deficiência (PCD) - sobretudo cadeirantes - aos ônibus do nosso município. Durante a pandemia da Covid-19, as ações extensionistas ocorreram por meio das páginas Diálogos Inclusivos: Acessibilidade em Foco, das redes sociais Facebook e Instagram, visando à propagação do conhecimento para além dos muros acadêmicos e à explanação dos direitos das PCD previstos na legislação nacional, bem como para refletir qual o modelo de transporte coletivo mais adequado às necessidades de homens e mulheres com capacidade de deslocamento diminuída, segundo as determinações da NBR 9050 da ABNT.
Em 2020, surgiu o Projeto intitulado "Acessibilidade no Transporte Coletivo de Santa Maria, RS: a Inclusão de Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida", extensão realizada pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com o objetivo de analisar as possibilidades de acesso de pessoas com deficiência (PCD) - sobretudo cadeirantes - aos ônibus do nosso município. Durante a pandemia da Covid-19, as ações extensionistas ocorreram por meio das páginas Diálogos Inclusivos: Acessibilidade em Foco, das redes sociais Facebook e Instagram, visando à propagação do conhecimento para além dos muros acadêmicos e à explanação dos direitos das PCD previstos na legislação nacional, bem como para refletir qual o modelo de transporte coletivo mais adequado às necessidades de homens e mulheres com capacidade de deslocamento diminuída, segundo as determinações da NBR 9050 da ABNT.
A aplicação de um questionário de opinião virtual demonstrou que as principais críticas dos passageiros com deficiência são: 1) as longas esperas nas "paradas"; 2) que nem toda a frota possui a plataforma elevatória para ingresso das PCD ao interior dos veículos, e 3) a necessidade de treinamento de motoristas e cobradores no intuito de estarem bem preparados a receberem os indivíduos com restrição de trafegabilidade.
A pesquisa ainda está em andamento. Contudo, já é possível concluir que a Acessibilidade é um direito fundamental nascido da confluência dos direitos à cidadania, de ir e vir e de igualdade, todos estampados na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e na Constituição Federal de 1988. Enquanto prerrogativa das PCD, a acessibilidade é, também, um dever indeclinável do poder público, de modo que a sua concretização viabiliza o ideal de dignidade da pessoa humana que fundamenta o Estado Democrático de Direito destinado à instauração de uma sociedade livre, justa e depurada de qualquer preconceito.
Professora de Arquitetura da UFSM e coordenadora do Projeto, estudante de Direito da UFSM e engenheiro civil, Santa Maria/RS
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