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Opinião

- Publicada em 11 de Dezembro de 2020 às 03:00

Patrimônio intelectual completa 78 anos

Entramos na reta final de um ano em que a humanidade enfrenta um dos maiores desafios da história, cujos desdobramentos realçam a importância da ciência. Trágico para a saúde pública, 2020 marca também os 78 anos da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), comemorados neste 11 de dezembro, o Dia do Engenheiro. Trata-se de um valioso patrimônio intelectual da sociedade gaúcha e que por muitos anos foi indutor do desenvolvimento econômico e tecnológico do Rio Grande do Sul, mas que agora aguarda posição definitiva do Palácio Piratini para que todo o conhecimento, laboratórios, pesquisas e infraestrutura de inovação e tecnologia não se percam.
Entramos na reta final de um ano em que a humanidade enfrenta um dos maiores desafios da história, cujos desdobramentos realçam a importância da ciência. Trágico para a saúde pública, 2020 marca também os 78 anos da Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), comemorados neste 11 de dezembro, o Dia do Engenheiro. Trata-se de um valioso patrimônio intelectual da sociedade gaúcha e que por muitos anos foi indutor do desenvolvimento econômico e tecnológico do Rio Grande do Sul, mas que agora aguarda posição definitiva do Palácio Piratini para que todo o conhecimento, laboratórios, pesquisas e infraestrutura de inovação e tecnologia não se percam.
A verdade é que pode ser esse o derradeiro aniversário da Cientec. Porém, a escolha pela preservação do patrimônio da instituição, redirecionando-o para a Uergs, pode se tornar um marco, minimizando erros e potencializando o futuro. Significa também o rearranjo da Uergs, uma vez que incorporará laboratórios, equipamentos e patrimônio imobiliário da Cientec, após acordo judicial junto ao Tribunal de Justiça e Ministério Público, em ação civil que tratava do tema.
Essa proposta é estudada pelo governo do Estado através do projeto Uergs 20 e dialoga com as políticas de austeridade. A migração do Campus Central e da Reitoria da Uergs para a sede da Cientec, no Centro de Porto Alegre, possibilitaria economia anual superior a R$ 5 milhões. De quebra, a Uergs teria condições de reativar estruturas laboratoriais de análises, testes, ensaios, pesquisas e convênios, dando início a um fundo próprio gerido pela universidade, potencializando-a como pilar na aplicação de políticas públicas de inovação, ciência e tecnologia, como universidades nacionais e internacionais.
São iniciativas como essa que farão o Rio Grande do Sul alavancar seu desenvolvimento, potencializando e aperfeiçoando atividades de ensino, pesquisa e extensão. Mas a mudança tem que ser imediata para evitarmos mais gastos desnecessários, pois já se passaram 24 meses desde que a minuta do projeto foi apresentada ao governo. Parabéns às gerações de profissionais que fizeram essa história. Aos sucessores, desejo a responsabilidade na manutenção do patrimônio intelectual por mais algumas décadas.
Engenheiro civil, diretor de Negociações Coletivas do Senge-RS, pesquisador do Quadro em Extinção da Cientec
 
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