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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de dezembro de 2020.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 15h25min, 07/12/2020. Atualizada em 15h42min, 07/12/2020.

Honduras pede socorro depois de dois furacões

Cristiano Trindade De Angelis
Dois furacões, Eta e Iota, atingiram Honduras nas últimas semanas e deixaram um rastro de morte e destruição, provocando milhares de desabrigados e dezenas de vítimas num país em que, de acordo com o Banco Mundial, dois terços da população vivem na pobreza.
Dois furacões, Eta e Iota, atingiram Honduras nas últimas semanas e deixaram um rastro de morte e destruição, provocando milhares de desabrigados e dezenas de vítimas num país em que, de acordo com o Banco Mundial, dois terços da população vivem na pobreza.
Se não bastasse, o país está sofrendo com a pandemia ainda mais que os Estados Unidos, campeão no número de casos de coronavírus. Enquanto a taxa de positividade em relação aos testes nos Estados Unidos é de 10%, em Honduras está entre 28% e 30%.
É o momento do Brasil retomar a ajuda a Honduras, suspensa em 2009 devido ao golpe de Estado.
Enquanto o presidente deposto Manuel Zelaya se escondia na Embaixada brasileira, a presidente da Associação dos Brasileiros Residentes em Honduras, Elisa Vieira, disse que a esperança de todos estava depositada na articulação internacional em defesa da realização das eleições.
Na época, o governo brasileiro suspendeu todos os programas de ajuda técnica com Honduras como forma de isolar o governo interino de Roberto Micheletti. Por determinação do governo, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) interrompeu por tempo indeterminado a ajuda ao país da América Central, incluindo a da área de etanol.
Outros projetos também foram suspensos como o apoio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao desenvolvimento do sistema nacional de hemoderivados de Honduras, gestão de recursos hídricos, intercâmbio de experiências entre ministérios da Saúde, apoio técnico para a implementação de bancos de leite humano com o apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), capacitação em ciências agrárias e ainda outros projetos no setor de alimentos.
É oportuno ver agora quais desses projetos poderiam ser retomados. Contudo, na emergência que o país enfrenta para se reconstruir após os dois furacões, o governo brasileiro poderia enviar uma força tarefa como fez com o Haiti em 2010. Oportuno lembrar que mesmo durante o Carnaval o Corpo de Bombeiros de Pernambuco enviou uma equipe ao Haiti para ajudar as vítimas do
terremoto que devastou o País em 2010. A missão foi composta de 26 homens especializados em busca e resgate e diversos equipamentos de comunicação, salvamento e primeiros socorros.
É hora de ajudar primeiro para ser ajudado depois. Vamos lá, Brasil.
Analista do Ministério da Fazenda
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