Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quinta-feira, 19 de novembro de 2020.
Dia da Bandeira.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quinta-feira, 19 de novembro de 2020.

Opinião

Compartilhar

artigo

- Publicada em 16h17min, 19/11/2020.

Desbravadores

Maria Cecília Kother
A educação dos relacionamentos e do convívio foi alterada por essa pandemia e nos fez ver quanto éramos descuidados com princípios básicos de higiene, no tocante, por exemplo, a um mínimo hábito higiênico e necessário como o de lavar as mãos. Esquecíamos que as mãos são utilizadas não só no cuidado e necessidades próprias a cada um de nós, mas, também, como meio de transmissão de doenças que passaram a ser uma ameaça pela qual podemos pôr a nossa vida e a dos outros em perigo.
A educação dos relacionamentos e do convívio foi alterada por essa pandemia e nos fez ver quanto éramos descuidados com princípios básicos de higiene, no tocante, por exemplo, a um mínimo hábito higiênico e necessário como o de lavar as mãos. Esquecíamos que as mãos são utilizadas não só no cuidado e necessidades próprias a cada um de nós, mas, também, como meio de transmissão de doenças que passaram a ser uma ameaça pela qual podemos pôr a nossa vida e a dos outros em perigo.
O que ainda estamos vendo de irresponsabilidade, após nove meses desses fatos ameaçadores que nos cercaram e fizeram inúmeras pessoas viveram reclusas e outras tantas perderam a vida, não é o suficiente para que o lado responsável individual desse valor e importância à necessidade da preservação do coletivo.
Essas atitudes não são de liberdade ou de direito, mas apenas impulsos desenfreados e nulos de cidadania, pois essas pessoas esquecem ou ignoram que o “seu direito vai até onde começa o do outro”. Esse é o limite responsável pela boa convivência, pela cidadania, pelo amor e pelo respeito ao outro, porque significa pôr o coletivo acima do individual.
Não dá para esquecer que viver é e sempre será um fenômeno coletivo. Nascemos numa família que nada mais é do que uma rede coletiva que vai se formatando pelas descendências e que, nesse formato estrutural dos seus ramos familiares, vai se multiplicando. A vida ocorre em rede pelos laços familiares e pelos relacionamentos.
Nossos antepassados deixaram inúmeros exemplos quanto ao caminho para o desenvolvimento, o progresso e, consequentemente, a melhoria de suas vidas, processos esses que nunca foram os mais fáceis. Eles foram, com certeza, desbravadores nas mais desconhecidas e diversas situações. Cabe a nós, também, nos tempos atuais, sermos um certo tipo de desbravador. O fenômeno da pandemia, pela sua extensão, profundidade e nível de risco, apresentou a nós, população mundial deste milênio, esta nova, desconhecida, ameaçadora e até de alta letalidade doença, a Covid-19, como uma nova situação a ser desbravada. Então, é hora de ação, juízo, humanidade e comprometimento para desbravá-la.
Professora, diretora do Instituto MC de Educação Social
Comentários CORRIGIR TEXTO