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Opinião

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- Publicada em 16h10min, 16/11/2020.

Trump, o fim de um anacronismo!

Hugo Teixeira
Como um personagem de história em quadrinhos, Trump deixa o cenário político americano e mundial como aqueles capitães que perdida a batalha naval, “afundavam atirando”. No caso dele, na falta de um navio, atirou no próprio pé. Truculento e arrogante ao longo de seu mandato, deixa o governo com denúncias de fraude eleitoral sem provas até o momento e persuadindo algumas pessoas de seu staff a fazer o mesmo. Que tempos!
Como um personagem de história em quadrinhos, Trump deixa o cenário político americano e mundial como aqueles capitães que perdida a batalha naval, “afundavam atirando”. No caso dele, na falta de um navio, atirou no próprio pé. Truculento e arrogante ao longo de seu mandato, deixa o governo com denúncias de fraude eleitoral sem provas até o momento e persuadindo algumas pessoas de seu staff a fazer o mesmo. Que tempos!
Ao longo da história muitos países experimentaram ideologias extremistas... sabemos o que aconteceu, e parece que não aprendemos... por que é tão difícil estar mais ao centro? Praticar de fato políticas equilibradamente? Ideologias extremistas são fratricidas e intolerantes na sua origem. Políticos extremistas são hipócritas por definição e não se importam absolutamente com isto. É constrangedor assistir a narrativa do presidente brasileiro, alinhando-se de maneira servil ao ex-presidente norte-americano. Com pensamento turvo, e equivocado, nosso governo não entende e não tem conhecimento histórico de que os norte-americanos(principalmente os mandatários) apreciam e respeitam um aliado ou mesmo um opositor firme e bem posicionado que defenda suas posições com dignidade, mas desprezam figuras amorfas que querem se “associar” a qualquer custo ao grande irmão do Norte.
Mas sim, queiramos ou não por qualquer razão, os Estados Unidos ainda definem de maneira geral os rumos do planeta em quase todas as áreas. Desta forma, tenhamos o governo que for, estrategicamente deveríamos ter sempre boas relações com eles sem sermos servis, mas com dignidade e prudência. Por aqui, este presidente atira o Brasil à vergonha internacional e ao anedotário ao ameaçar os Estados Unidos de Biden com confronto bélico, ridicularizar políticas de centro, além de vibrar com a paralisação dos testes da vacina chinesa, questão que felizmente foi resolvida e segue avançando. Com o propósito de minar seu concorrente em 2022, desdenha da morte de milhares de brasileiros e de quebra arruma um desnecessário mal estar com os chineses, hoje nossos grandes parceiros comerciais. Imbróglios com americanos e chineses... uma proeza sem precedentes creio, com consequências que podem levar o sofrido, mas resiliente Brasil a um isolamento internacional. Fiquemos na expectativa que Biden, com sua biografia indicando noção de equilíbrio e conciliação, e os chineses com sua milenar sabedoria e paciência, relevem as travessuras do presidente brasileiro.
Prudência e cautela, é do que precisamos todos nestes tempos de hoje e no porvir.
MBA/FGV em Gestão Negócios Internacionais Gramado-RS
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