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Porto Alegre, sexta-feira, 06 de novembro de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 15h28min, 06/11/2020.

Hidrelétricas sem defesa antiaérea

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Em verdade, nossas “desarmadas” Forças sempre estiveram totalmente despreparadas para o enfrentamento de uma grande potência extrarregional. O coronel Gélio Fregapani está coberto de razão quando diz que “um simples bombardeio em nossas principais hidrelétricas nos colocaria de joelhos”; que a forma mais simples de evitar uma guerra é ter uma poderosa força para dissuasão e isto significa armas nucleares e vetores com alcance necessário. Ainda que dispuséssemos destes meios definitivos, que devemos providenciar em ritmo de urgência e emergência, há que se pensar no como proporcionar as melhores condições de defesa para as “10” grandes usinas hidrelétricas: Itaipu/PR/Rio Paraná, Ilha Solteira/SP/Rio Paraná; Belo Monte/PA/Rio Xingu, São Luiz do Tapajós/PA/Rio Tapajós, Jatobá/PA/Rio Tapajós, Tucuruí/PA/Rio Tocantins, Santo Antônio/RO/Rio Madeira, Jirau/RO/Rio Madeira, Xingó/AL e SE/Rio São Francisco e Paulo Afonso/BA/ Rio São Francisco. E se a FAB não lograr sucesso no duelo aéreo? Militares e civis precisam se ligar!
Em verdade, nossas “desarmadas” Forças sempre estiveram totalmente despreparadas para o enfrentamento de uma grande potência extrarregional. O coronel Gélio Fregapani está coberto de razão quando diz que “um simples bombardeio em nossas principais hidrelétricas nos colocaria de joelhos”; que a forma mais simples de evitar uma guerra é ter uma poderosa força para dissuasão e isto significa armas nucleares e vetores com alcance necessário. Ainda que dispuséssemos destes meios definitivos, que devemos providenciar em ritmo de urgência e emergência, há que se pensar no como proporcionar as melhores condições de defesa para as “10” grandes usinas hidrelétricas: Itaipu/PR/Rio Paraná, Ilha Solteira/SP/Rio Paraná; Belo Monte/PA/Rio Xingu, São Luiz do Tapajós/PA/Rio Tapajós, Jatobá/PA/Rio Tapajós, Tucuruí/PA/Rio Tocantins, Santo Antônio/RO/Rio Madeira, Jirau/RO/Rio Madeira, Xingó/AL e SE/Rio São Francisco e Paulo Afonso/BA/ Rio São Francisco. E se a FAB não lograr sucesso no duelo aéreo? Militares e civis precisam se ligar!
Mas então, o que existe em termos de meios antiaéreos para garantir instalações vitais, correspondentes a 90% da energia elétrica produzida no país? E a manutenção do esforço de guerra? A nossa única grande unidade deste meio defensivo é a 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, que tem comando sediado em Guarujá/SP, sendo composta das seguintes unidades: 1º Grupo de Artilharia Antiaéreo/GAAAe/Rio de Janeiro/RJ, 2º na Praia Grande/SP, 3º em Caxias do Sul/RS, 4º em Sete Lagoas/MG, 11º em Brasília/DF e o 12º GAAAe de Selva em Manaus/AM. Raciocinando apenas com as distâncias do grupo sediado em Sete Lagoas/MG para a usina em Paulo Afonso/BA, tem-se em linha reta 1,291.64 km, mas a distância por estrada é 1,601 km. Existe, por acaso, planejamento de apronto operacional para o deslocamento aéreo dessa unidade? Por que não transferi-lo para Paulo Afonso, trocando com a 1ª Companhia de Infantaria para Sete Lagoas?
Que se diga, cada uma das dez usinas deveria aquartelar em suas proximidades um grupo de artilharia antiaéreo. Não pensar assim é, simplesmente, “brincar com a verdade”. Ter o que defender pode ser vantagem ou desvantagem. Acontece que, queiramos ou não, temos muitíssimo a defender e não vamos fazê-lo com as “2044” viaturas blindadas Guaranis de transporte de pessoal da infantaria mecanizada. Estamos, sim, precisando, no mínimo, de mais quatro unidades de artilharia antiaérea, com as peças e respectiva munição fabricadas no País, sem dependência de compra nos ‘grandes mercadores da morte”, aqueles que, de uma hora para outra podem nos “fechar as torneiras” da munição.
Coronel de infantaria e Estado-Maior
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