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- Publicada em 03h00min, 05/11/2020.

Educação Infantil e necessidades da criança

Gabriela Dal Forno Martins
O contexto da pandemia possibilitou novos debates sobre o papel da Educação Infantil. Se, até então, a insuficiência de vagas tinha um lugar preponderante nos discursos, com a pandemia, passou-se a refletir sobre o lugar e o papel desta política na vida das crianças e famílias. A necessidade de uma atuação remota por parte das escolas demonstrou que o modo de aprender e se desenvolver da criança de zero a seis anos implica presença, interação, observação cuidadosa e um cotidiano enriquecido, de modo que a criança possa, com protagonismo, explorar, construir e viver.
O contexto da pandemia possibilitou novos debates sobre o papel da Educação Infantil. Se, até então, a insuficiência de vagas tinha um lugar preponderante nos discursos, com a pandemia, passou-se a refletir sobre o lugar e o papel desta política na vida das crianças e famílias. A necessidade de uma atuação remota por parte das escolas demonstrou que o modo de aprender e se desenvolver da criança de zero a seis anos implica presença, interação, observação cuidadosa e um cotidiano enriquecido, de modo que a criança possa, com protagonismo, explorar, construir e viver.
Algumas famílias tiveram a oportunidade de estar mais próximas das crianças e, ao mesmo tempo, valorizar a presença da escola como um lócus de referência e de apoio. Acompanhamos trabalhos de escolas que dialogaram de forma mais frequente e direta com as famílias, atuando em colaboração para garantir que os direitos das crianças fossem garantidos. Isso não ocorreu de forma homogênea em todos os lugares. Aqueles que entendem que a Educação Infantil é uma política que vai além dos muros da escola, se adaptaram. Construíram ou estreitaram parcerias com outros setores e criaram estratégias e ferramentas de atuação.
Em nosso Estado, segundo dados do IBGE de 2018, não atingimos as metas do último Plano Nacional de Educação de garantir 100% da cobertura para crianças de quatro e cinco anos e 50% para crianças de zero a três anos.
Também precisamos avançar na qualidade da oferta da Educação Infantil, garantindo a melhoria de aspectos estruturais (infraestrutura, formação dos professores) e processuais (práticas pedagógicas centradas na criança e alinhadas aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento previstos na Base Nacional Comum Curricular).
Este cenário demandará o esforço dos próximos mandatários de governos municipais, em priorizar recursos humanos e financeiros que viabilizem tais avanços.
Por isso, a Rede Nacional Primeira Infância, através da Campanha Criança é Prioridade, está convocando candidatos em todo País para se comprometerem com a primeira infância, incluindo a Educação Infantil.
Diretora da Zelo Consultoria em Educação e Desenvolvimento Infantil
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