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Porto Alegre, quarta-feira, 23 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 03h00min, 23/09/2020.

As farmácias no pós-pandemia

Ricardo Kalil Abud
Nos Estados Unidos, segundo a pesquisa da Associação Nacional de Farmacêuticos Comunitários (NCPA), as farmácias tendem a ser centros de saúde para a sociedade. A análise indica que 61% dos profissionais farmacêuticos acreditam que ainda haja um aumento nas procuras por testes de Covid-19, assim como de outras doenças, nos estabelecimentos. Outro ponto abordado foram as vendas remotas, as quais a maioria dos entrevistados pensam que ainda haja uma maior demanda. No Brasil, o cenário não é diferente.
Nos Estados Unidos, segundo a pesquisa da Associação Nacional de Farmacêuticos Comunitários (NCPA), as farmácias tendem a ser centros de saúde para a sociedade. A análise indica que 61% dos profissionais farmacêuticos acreditam que ainda haja um aumento nas procuras por testes de Covid-19, assim como de outras doenças, nos estabelecimentos. Outro ponto abordado foram as vendas remotas, as quais a maioria dos entrevistados pensam que ainda haja uma maior demanda. No Brasil, o cenário não é diferente.
Principalmente em cidades pequenas, farmácias possuem um protagonismo muito interessante de ser analisado. Percebe-se que os estabelecimentos, localizados em municípios com baixa infraestrutura na parte da saúde, além de serem fomentadores nessa questão, também são centros de informação e pontos de referência. Mas antes de servir como influência, o negócio precisa sobreviver à crise. As fragilidades de gestão costumam aparecer em situações que o empreendimento está exposto a situações diferentes do normal.
Um exemplo disso foi o pico de vendas no mês de abril, motivadas pelo medo da sociedade no início da pandemia. Todos conhecem alguém que foi correndo na farmácia estocar álcool gel, máscara, luvas, kit's de higienização, polivitamínicos e outros remédios. Porém, em maio, a receita das vendas obteve queda em função dessas estocagens iniciais.
Os gestores dos estabelecimentos precisam repensar suas decisões, traçar novos planejamentos estratégicos, persistir, estabelecer metas e, principalmente, gerir sua equipe que também foi igualmente impactada pelo momento. Ao contrário das outras crises, a pandemia teve zero nível de previsibilidade, portanto, o cuidado com o fluxo de caixa e a gestão financeira é primordial, visando a longevidade do negócio.
É mais do que necessário que as farmácias se adaptem para novos canais de venda, principalmente os remotos. De acordo com o Compre&Confie, empresa de inteligência de mercado focada em e-commerce, as compras online movimentaram R$ 9,4 bilhões durante o mês de maio (01 a 24/05), aumento de 126,9% em relação ao mesmo período do ano passado. A mesma corrida por adaptações que vimos em outros tipos de negócio, como restaurantes e lancherias, serve ainda mais para as farmácias, pois é um serviço essencial e referência para a população.
Diretor Executivo da KA Consultoria
 
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