Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, sexta-feira, 18 de setembro de 2020.
Dia Nacional da Televisão.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sexta-feira, 18 de setembro de 2020.

Opinião

Compartilhar

artigo

- Publicada em 15h19min, 18/09/2020.

A cota de 33% para mulheres deveria ser assim

Luciana Archete
Todos falam que as mulheres precisam ocupar seu espaço nos poderes executivo, legislativo e judiciário. Todo mundo concorda com isto, menos nós, mulheres, que ainda não aprendemos a votar em nós mesmas.
Todos falam que as mulheres precisam ocupar seu espaço nos poderes executivo, legislativo e judiciário. Todo mundo concorda com isto, menos nós, mulheres, que ainda não aprendemos a votar em nós mesmas.
Já que existe este negócio de cota mínima para nos candidatarmos, deveríamos ter, pelo menos, cota garantida no número de cadeiras no senado e Câmara federal, assembleias legislativas; câmaras municipais e ir além, termos, também no poder judiciário. Sim! Deveríamos ocupar, pelo menos 1/3 destes cargos. Mas ocupar de fato.
Já que podemos ser candidatas, ter garantidas 1/3 das vagas, mas ainda não temos 1/3 do recurso de campanha. Não temos, de fato, investimentos em nossas campanhas.
Muitas de nós assinam documentos para os partidos, onde a maioria das executivas é composta por homens e, nem sequer acompanhamos os verdadeiros investimentos nestas campanhas.
Dizem que temos direito a 33% dos recursos, mas nunca enxergamos estes investimentos. Vamos imaginar este empoderamento (palavra chique, não?) verdadeiro. Como?
Se uma Câmara Municipal no interior tem nove vagas, três deveriam, de fato, ser de mulheres. Se for 11, quatro. 13, cinco. 17, oito cadeiras. E, assim, sucessivamente. Tem como. Basta os congressistas (Câmara e Senado) aprovarem esta mudança real de direito na Lei Eleitoral.
Nós saberíamos como fazer valer este direito. Teríamos vozes reais nos poderes legislativos (municípios, estados e Federação).
A sensibilidade feminina ajudaria o Brasil a sair deste ostracismo em que se encontra. O Congresso Nacional empurra projetos essenciais para a Nação, para o povo. Os presidentes destas casas de leis votam ao bel-prazer, aos interesses pessoais ou de certos grupos partidários. Para o povo, pelo povo e com o povo fica apenas no papel de cada partido.
Acredito, e tenho certeza, de que, com mais mulheres nestes locais, nosso País estaria bem mais avançado do que está na atualidade
Jornalista e advogada
Comentários CORRIGIR TEXTO