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Porto Alegre, quinta-feira, 10 de setembro de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 13h32min, 10/09/2020. Atualizada em 13h33min, 10/09/2020.

Conversando sobre o suicídio

Carla Rojas Braga
Setembro foi o mês escolhido para lembrar sobre a prevenção ao suicídio. São registrados 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de um milhão no mundo. Um entre quatro jovens consideraram seriamente o suicídio nos últimos 30 dias, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria. A maioria dos casos está relacionada a doenças mentais e ao abuso de álcool e outras drogas. Precisamos falar sobre o assunto na forma de prevenção. Quando uma pessoa manifesta ideação suicida ela não está "fazendo fiasco" ou querendo chamar atenção. Está doente e precisa de ajuda.
Setembro foi o mês escolhido para lembrar sobre a prevenção ao suicídio. São registrados 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de um milhão no mundo. Um entre quatro jovens consideraram seriamente o suicídio nos últimos 30 dias, segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria. A maioria dos casos está relacionada a doenças mentais e ao abuso de álcool e outras drogas. Precisamos falar sobre o assunto na forma de prevenção. Quando uma pessoa manifesta ideação suicida ela não está "fazendo fiasco" ou querendo chamar atenção. Está doente e precisa de ajuda.
Os sinais podem ser velados, as pessoas deprimidas têm sentimentos de culpa por seus pensamentos e se fecham, mas os familiares e amigos não podem ter receio de falar. Os principais sintomas de depressão, tanto para adultos quanto para adolescentes e crianças, são tristeza, humor deprimido, que se caracteriza por desânimo persistente, baixa autoestima, sentimentos de inutilidade, perda de interesse em atividades que antes a pessoa apreciava, mudança de apetite, ganho ou perda de peso importantes, insônia, dormir em excesso, perda de energia ou fadiga acentuada, baixo rendimento escolar, esportivo ou laboral. Tristeza é um dos sintomas da depressão, mas não é a mesma coisa. Todos nós nos sentimos tristes e eventualmente com vontade de morrer, mas somente as pessoas seriamente deprimidas pensam em se matar.
O ideal é conversar abertamente sobre o que está ocorrendo, sobre os pensamentos e sobre as ideias suicidas. Perguntar para uma pessoa deprimida se ela está pensando em se matar não só não vai estimulá-la a fazer isso,como ao contrário, vai aliviá-la daquele peso que está carregando sozinha. Se a resposta for sim, perguntar se ela já tem um plano também ajuda a avaliar a gravidade do momento e a necessidade de internação a fim de proteger a vida daquela pessoa. Adolescentes e crianças cada vez mais pensam em se matar. Proteja-os. A vida pode ser uma tempestade em alto mar, cheia de raios, trovões, bússolas avariadas e grandes ondas, mas não pode ficar sem um salva-vidas.
Psicóloga
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