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Opinião

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editorial

- Publicada em 03h00min, 14/08/2020.

Cumprir teto dos gastos é medida responsável

A manifestação conjunta dos presidentes Jair Bolsonaro, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Senado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), da Câmara Federal, sobre o cumprimento do teto dos gastos, veio em boa hora. Após a turbulência pela saída de dois dos seus principais secretários, Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e o de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, correram rumores sobre a saída de Paulo Guedes. Por conta disso, o dólar subiu e a Bolsa de Valores teve queda.
A manifestação conjunta dos presidentes Jair Bolsonaro, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Senado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ), da Câmara Federal, sobre o cumprimento do teto dos gastos, veio em boa hora. Após a turbulência pela saída de dois dos seus principais secretários, Desestatização e Privatização, Salim Mattar, e o de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, correram rumores sobre a saída de Paulo Guedes. Por conta disso, o dólar subiu e a Bolsa de Valores teve queda.
Rapidamente, o ministro da Economia disse que não sairia do cargo, mesmo em meio aos desfalques na equipe. E o presidente Jair Bolsonaro tratou de acomodar e apaziguar os ânimos e a boataria. É a favor e continuará cumprindo o teto dos gastos, uma decisão boa, nessa hora crítica em que os dispêndios em razão da pandemia da Covid-19 ultrapassaram todos os limites imagináveis.
É fundamental que uma agenda comum, política e econômica, seja obedecida de acordo entre os Três Poderes. Na sociedade, com certeza haverá apoio a essa convergência, ainda mais agora que milhões estão passando por graves problemas financeiros, seja o cidadão isoladamente, bem como empresas de todos as grandezas e setores econômicos. Será fundamental um pacto federativo e, em paralelo, o andamento das reformas há anos esperadas e jamais concretizas, o que levou à demissão dos dois citados secretários do Ministério da Economia.
No seu cotidiano, as pessoas sabem da importância de um orçamento doméstico equilibrado entre o que ganham, a receita, seja em salários, vencimentos, soldos ou subsídios, e as despesas correntes, mês a mês. Em uma empresa de qualquer setor e grandeza, isso é um mandamento quase sagrado, ou a insolvência, recuperação judicial e até a falência serão consequências inevitáveis. Também no setor público tem que haver responsabilidade e qualidade no gasto, com a observância do teto orçamentário. Por tudo o que se sabe, foi bom que as lideranças do Executivo e do Congresso tenham reafirmado o fiel cumprimento dessa diretriz.
Entretanto, parece haver um embate entre dois núcleos sobre a retomada da economia quando a Covid-19 tiver arrefecido, com um sustentando que é preciso investimentos na infraestrutura. Outro, comedido, alertando que o Brasil terá sérias dificuldades se não estancar os déficits alarmantes que está criando, ainda que por razões mais do que justificáveis, visando o combate à pandemia e a minorar os reflexos na vida das camadas mais vulneráveis da população.
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