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Opinião

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- Publicada em 15h31min, 12/08/2020.

Os desafios do mercado imobiliário no pós pandemia

Rafael Pozas
Há alguns dias, tive a oportunidade de participar de um zoom meeting organizado pela USC, UCLA e Asia Society Southern California, sobre a o futuro do mercado imobiliário na China e nos Estados Unidos no pós Covid-19. Os especialistas falaram sobre a reabertura da economia e sobre as novas tendências do mercado imobiliário, especificamente sobre os projetos de coabitação e distanciamento social. O evento foi inspirador e trouxe insights valiosos que me fizeram escrever sobre esse tema.
Há alguns dias, tive a oportunidade de participar de um zoom meeting organizado pela USC, UCLA e Asia Society Southern California, sobre a o futuro do mercado imobiliário na China e nos Estados Unidos no pós Covid-19. Os especialistas falaram sobre a reabertura da economia e sobre as novas tendências do mercado imobiliário, especificamente sobre os projetos de coabitação e distanciamento social. O evento foi inspirador e trouxe insights valiosos que me fizeram escrever sobre esse tema.
A questão que não sai da minha cabeça é: as pessoas ainda vão querer viver nas grandes cidades, perto do local de trabalho, ou vão preferir viver nos subúrbios mais afastados? Com a Covid-19, a lógica nos diz que as pessoas vão preferir se afastar e viver no interior, mesmo que tenham que fazer longas viagens para poder trabalhar. Certo? Talvez.
Outros acreditam que as pessoas têm a necessidade de se relacionar umas com as outras, e que elas têm memória curta, ou seja, logo vão esquecer do distanciamento social e voltar a vida normal antes da Covid-19. De um jeito ou de outro, até porque fica muito difícil de se fazer qualquer tipo previsão, é possível afirmar que a inovação em projetos de coabitação talvez seja o caminho natural no processo de adaptação ao “novo normal”.
Inovação em projetos de coabitação? Certo, mas por onde começar?
Algumas cidades da Califórnia estão transformando escritórios em residências, apostando que muitas pessoas, daqui para frente, vão trabalhar em casa. Outra tendência que poderá ser vista são as inovações em projetos arquitetônicos residências que priorizam os espaços privados, como os dormitórios, em detrimento das áreas comuns dos apartamentos. Pensar a concepção do projeto de forma diferente talvez seja a inovação.
Não tenho a pretensão de achar a solução para o problema, mas sim de promover o debate e sugerir novas pesquisas. Por exemplo: Qual o plano diretor ideal para os projetos de coabitação e distanciamento social? Como devem ser os projetos do futuro? Como aumentar a oferta de casas nas grandes cidades mantendo o distanciamento social? Quais serão as soluções inovadoras do mercado?
As respostas poderão ajudar as prefeituras, os incorporadores, urbanistas e arquitetos, e a comunidade em geral, a trazer soluções inovadoras para a melhor qualidade de vida das pessoas nas cidades brasileiras.
Professor e empresário no mercado americano da construção civil
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