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Porto Alegre, quinta-feira, 30 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Intervenção jurídica trabalhista errada

Thiago Lucas Petri
Estamos nos deparando com a notícia de que a 86ª Vara do Trabalho de São Paulo, (TRT-2) decidiu que a Uber tem de pagar décimo-terceiro e férias a seus respectivos “funcionários”. Atentarei apenas ao fator econômico e não à autonomia de uma única juíza de primeiro grau que afetará a vida milhões de brasileiros. Uma intervenção estatal em um serviço privado, o caos está armado. Olha que ironia do destino, adivinhe quem vai sair mais prejudicado nessa decisão? O próprio motorista da Uber. Vejamos o porquê disso, pois para arcar com estes encargos trabalhistas a Uber teria de arrecadar mais certo, e qual a única fonte de renda da companhia? As corridas, com isso acarretaria um aumento considerável nas viagens e o consumidor final, tanto eu quanto o amigo que está lendo este texto iremos ficar com as mãos atadas diante deste aumento, logo, nos afastaremos desse modal de transporte, ou iremos para a concorrência.
Estamos nos deparando com a notícia de que a 86ª Vara do Trabalho de São Paulo, (TRT-2) decidiu que a Uber tem de pagar décimo-terceiro e férias a seus respectivos “funcionários”. Atentarei apenas ao fator econômico e não à autonomia de uma única juíza de primeiro grau que afetará a vida milhões de brasileiros. Uma intervenção estatal em um serviço privado, o caos está armado. Olha que ironia do destino, adivinhe quem vai sair mais prejudicado nessa decisão? O próprio motorista da Uber. Vejamos o porquê disso, pois para arcar com estes encargos trabalhistas a Uber teria de arrecadar mais certo, e qual a única fonte de renda da companhia? As corridas, com isso acarretaria um aumento considerável nas viagens e o consumidor final, tanto eu quanto o amigo que está lendo este texto iremos ficar com as mãos atadas diante deste aumento, logo, nos afastaremos desse modal de transporte, ou iremos para a concorrência.
Com o advento da Uber no Brasil a sociedade saiu do táxi e optou por esta novidade por ser mais barato e menos burocrático para quem dirige, onde não existem metas a serem cumpridas, não se exige número mínimo de viagens, não existe chefe para supervisionar o serviço, não há obrigação de exclusividade na contratação da empresa e não existe determinação de cumprimento de jornada mínima. E outra ironia do destino caro leitor, os motoristas não irão fazer tantas corridas, com isso o dinheiro cada vez mais irá se tornar escasso para eles devido ao escape da população. Por fim, a Uber ficará à mercê da sociedade que também não tem muito o que fazer e irá fechar suas portas no Brasil, colocando milhões de pessoas na estatística do desemprego. O que veio para suprir essa demanda de transporte e reduzir o desemprego irá ocorrer o contrário...
Esta decisão acaba prejudicando quem ela gostaria de proteger, isso é uma questão mercado onde ele próprio e outras tantas prestadoras de serviços se regulam de acordo com oferta e demanda. Quanto menos estado, mais liberdade para o povo, a história diz por si só.
Estudante de administração da Uniritter
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