Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 29 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
quarta-feira, 29 de julho de 2020.

Opinião

Compartilhar

artigo

Atualizada em 15h40min, 29/07/2020.

A fragilidade de todos nós

Guilherme Bacchin
Esta pandemia causada pela Covid-19 passará. O futuro é incerto, como são as angústias que precedem as mudanças. Acredito que, para além do mundo que renascerá das máscaras em seus novos tratados que meus olhos nus ainda não vislumbram, cabe aqui um fortíssimo ensinamento. Um raio-x preciso sobre a raça humana entregue pela natureza, um diagnóstico do que somos e que todos, sem liberdade, fomos forçados a ver. A nossa insuportável – para alguns – fragilidade. Aprendamos. Que nossa pequenez é gigante. Na semântica mais esdrúxula dos jogos semânticos. A escola da natureza nos engole. Como é possível algo tão primitivo colidir um sistema altamente complexo como o nosso em questão de meses? O quão infantil é a engenharia humana deste mundo? Aprendamos. Que calçamos botas de imperadores das florestas, dos mares e dos céus e de tudo que há para além de nós. O que me dizes, César?
Esta pandemia causada pela Covid-19 passará. O futuro é incerto, como são as angústias que precedem as mudanças. Acredito que, para além do mundo que renascerá das máscaras em seus novos tratados que meus olhos nus ainda não vislumbram, cabe aqui um fortíssimo ensinamento. Um raio-x preciso sobre a raça humana entregue pela natureza, um diagnóstico do que somos e que todos, sem liberdade, fomos forçados a ver. A nossa insuportável – para alguns – fragilidade. Aprendamos. Que nossa pequenez é gigante. Na semântica mais esdrúxula dos jogos semânticos. A escola da natureza nos engole. Como é possível algo tão primitivo colidir um sistema altamente complexo como o nosso em questão de meses? O quão infantil é a engenharia humana deste mundo? Aprendamos. Que calçamos botas de imperadores das florestas, dos mares e dos céus e de tudo que há para além de nós. O que me dizes, César?
A fauna e a flora nos observam: pequenos. Crianças a brincar de mundo com a natureza. Deveríamos envergonhar-nos em nossa total gula de tudo? Atentos ao futuro do Planeta Terra, quando o mesmo acaba de nos mostrar que é o nosso futuro que a ele compete. Pelo menos, há Marte; - a ironia da língua que me permita. Serão severos os ventos, longo o inverno. Aprendamos.
Que é na dificuldade que nos alçamos. Somos prodigiosos em evoluir perante as adversidades. Eis uma virtude da nossa espécie. Mas sejamos francos, humildes e fracos: somos crianças – ainda a engatinhar – sob os olhos da Mãe Natureza. A mesma é virtuosa: não é vingativa – apenas implacável. Mãe Terra, tenha piedade de nós; eis minha oração. Como gostaria que fosse soberana a justiça dos homens, a nossa justiça, para que ela, num ato heróico, batesse o martelo da liberdade. Em vão. E que surja o amor a vencer tudo isto. Ele é a nossa genética divina. Estendamos as mãos aos que precisam, cuidemo-nos uns aos outros. O amor como resistência. Como luta. As batalhas, as vidas salvas: ele desconhece o esgotamento. Ele é e sempre foi o maior ato de preservação da espécie humana. As flores de nossa esperança hão de vencer todo medo. E continuarão vencendo. É a esperança, filha pródiga do amor. É tudo uma questão de amarmos, a nós mesmos e ao outro; - mais do que nunca, respeitemos a vida. Plantemos sua semente, diariamente, cuidemos de nós. Aprendamos. Que o amor é o herói da raça humana. O nosso grito de vida, a nossa estrutura genética inabalável; o nosso fôlego. Nossa vitória sobre a morte. Amém: e não esqueçam do álcool gel.
Escritor
Comentários CORRIGIR TEXTO