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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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editorial

Atualizada em 03h00min, 29/07/2020.

Mortes e fechamento de empresas, o triste legado da pandemia

São milhares de empresas que fecharam, temporária ou definitivamente no País. A maior parte é de pequeno porte, as que têm até 49 empregados. Evidentemente, foram prejudicadas pela pandemia da Covid-19 empresas de todos os portes.
São milhares de empresas que fecharam, temporária ou definitivamente no País. A maior parte é de pequeno porte, as que têm até 49 empregados. Evidentemente, foram prejudicadas pela pandemia da Covid-19 empresas de todos os portes.
Das que pararam, 258,5 mil eram do setor de serviços, 192 mil do comércio, 38,4 mil da construção civil e 33,7 mil da indústria.
Mas, com queda nas demissões e aumento nas contratações, o mercado de trabalho registrou em junho a menor perda de vagas desde a chegada da pandemia no Brasil, em março.
Entre março e junho, porém, a perda de empregos formais chegou a 1,539 milhão. No acumulado do primeiro semestre, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o saldo ficou negativo em 1,198 milhão de vagas.
Ainda há discussões sobre a confrontação entre o combate à pandemia com resguardos à saúde desde as básicas atitudes nos quesitos pessoais, chegando às Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) e às estruturas hospitalares, esses números são terríveis.
É mais do que evidente que a saúde da população vem em primeiro lugar, mas não se pode descurar do fechamento em grande escala de serviços e atividades as mais diversas, de academias de dança às pequenas lojas de bairros, seja em Porto Alegre como no Interior do Estado.
O governador Eduardo Leite (PSDB) tem buscado uma convergência para manter bandeiras pelas quais coloca municípios nas situações de contágio baixo, médio e alto, considerando ainda índice de infectados e a rede de saúde.
Não tem como evitar algumas restrições por conta das recomendações da área da saúde quanto ao isolamento social. Mas, ainda bem que a maioria dos infectados têm chegado à recuperação.
Há um leve otimismo na indústria, na comparação com o mês anterior ao levantamento. Entretanto, não é alento para a retomada, pois, infelizmente, as mortes e os contágios só têm aumentado, levando às precauções tomadas, resultando até mesmo em críticas, tanto dos setores atingidos pelas restrições quanto pela opinião pública.
Encontrar um ponto de equilíbrio para preservar a economia e não descuidar da proteção à saúde da população tem sido o desafio quase diário de quem tem o poder de coordenação, de mando, em última análise.
Até que a pandemia pare de se expandir, ficaremos no meio, sem uma opção.
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