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Porto Alegre, quarta-feira, 29 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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Atualizada em 03h00min, 29/07/2020.

Por um Rio Grande mais global

Cezar Roedel
A "paradiplomacia" é conhecida como a articulação internacional dos estados e municípios, ou seja, a diplomacia dos entes subnacionais. Em que pese somente o Brasil poder celebrar tratados internacionais, aos estados e municípios são resguardadas muitas possibilidades de atuação na arena internacional. Um dos principais desafios que a Covid-19 parece ter trazido é o constante esgotamento dos recursos internos das nações. Doravante, torna-se ainda mais impreterível uma estratégia de atuação internacional clara, orientada para resultados e compartilhada entre os distintos setores da sociedade gaúcha: empresários, poderes Executivo e Legislativo, academia, executivos municipais e entidades representativas.
A "paradiplomacia" é conhecida como a articulação internacional dos estados e municípios, ou seja, a diplomacia dos entes subnacionais. Em que pese somente o Brasil poder celebrar tratados internacionais, aos estados e municípios são resguardadas muitas possibilidades de atuação na arena internacional. Um dos principais desafios que a Covid-19 parece ter trazido é o constante esgotamento dos recursos internos das nações. Doravante, torna-se ainda mais impreterível uma estratégia de atuação internacional clara, orientada para resultados e compartilhada entre os distintos setores da sociedade gaúcha: empresários, poderes Executivo e Legislativo, academia, executivos municipais e entidades representativas.
Sabemos que o Rio Grande do Sul já possui relativa articulação internacional, mas nossa contribuição vai no sentido de suscitarmos um grande diálogo, cujo objetivo seja a retomada no cenário pós-pandemia, com uma estratégia internacional mais precisa, proativa e vinculada com a competitividade. Assim, citamos algumas ações tais como:
1) Definir um "marco de atuação internacional" do Estado, debatido com a sociedade e com o Legislativo gaúcho, que enumere as possibilidades e limites das ações, bem como os focos centrais, vetores estratégicos, objetivos e resultados pretendidos. 2) Intensificar a internacionalização das vocações regionais do Estado, estimulando os municípios a adotarem uma articulação externa. 3) Identificar os riscos geopolíticos de nossos principais parceiros comerciais, buscando sempre a diversificação. 4) Investir mais em inteligência internacional, provendo dados significativos para a tomada de decisão das empresas. 5) Debater e atualizar as estratégias internacionais do Estado, visando o atual momento e construir cenários de retomada após acrise do Covid-19.
Enfim, a atual conjuntura e o cenário pós-pandemia irão praticamente impelir o Estado e os municípios a adotarem uma estratégia de articulação internacional mais assertiva, proativa e orientada a resultados. Largarão na frente aqueles que vislumbrarem essa indispensável condição, levando em conta que o cenário interno parece escasso para recursos, enquanto o externo abre uma série de possibilidades que só podem ser aproveitadas, mediante uma estratégia inteligentemente construída.
Consultor em Relações Internacionais
 
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