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Porto Alegre, terça-feira, 28 de julho de 2020.
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Jornal do Comércio

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Opinião

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editorial

Atualizada em 03h00min, 28/07/2020.

As exportações do agronegócio e o tamanho da China

A China é hoje o destino de 40% das exportações agrícolas brasileiras, segundo o Ministério da Agricultura. De janeiro a junho, o Brasil recebeu US$ 20,5 bilhões com as vendas de produtos agrícolas para os chineses.
A China é hoje o destino de 40% das exportações agrícolas brasileiras, segundo o Ministério da Agricultura. De janeiro a junho, o Brasil recebeu US$ 20,5 bilhões com as vendas de produtos agrícolas para os chineses.
Assim, na briga diplomática entre os Estados Unidos e a China, o Brasil não deve se envolver. Os números provam que o peso do comércio agropecuário brasileiro com a China é tão expressivo que as exportações para o país asiático foram superiores em US$ 5 bilhões à receita com vendas para União Europeia, América do Norte, Oriente Médio, América do Sul e África.
Ainda segundo o Ministério da Agricultura, para cada US$ 1 exportado para a União Europeia, mais de US$ 2 vão para a China. E para cada um dólar exportado para os Estados Unidos, quase sete dólares são para a China.
No primeiro semestre de 2020, a receita de exportações agrícolas do País atingiu recorde com US$ 51,63 bilhões, 9,7% a mais que o registrado no primeiro semestre de 2019. Já a receita dos demais setores econômicos caiu 20%. A participação do agronegócio no faturamento das exportações brasileiras saltou de 43% para 51% no acumulado dos seis primeiros meses deste ano.
Os 10 principais produtos exportados pelo País representaram 80% da receita de exportações do agronegócio. Do total, R$ 20,5 bilhões vieram das vendas de soja, com 40%. Outros R$ 4,5 bilhões foram gerados pela comercialização externa de carne bovina, com 7%. Depois estão celulose, carne de frango, farelo de soja, açúcar, café, algodão, carne suína, papel e demais commodities.
Para a China, as exportações agrícolas brasileiras aumentaram 30% em valor nominal, na comparação entre o primeiro semestre de 2019 e 2020, enquanto para os demais mercados caíram 1%. De soja, a comercialização para a China avançou 30% nos seis primeiros meses de 2020 e de carnes cresceu 114%. A oleaginosa e as proteínas brasileiras representam 87% do valor gerado com as vendas externas para o país asiático. A China adquiriu 72% da soja em grão exportada pelo Brasil.
Resumindo, entre países há interesses, e esse é exatamente o caso do agronegócio brasileiro com relação à China. Não se entende, relembrando, os ataques não só gratuitos como superficiais e sem qualquer base técnica desferidos por antigos ministros sobre o problema do coronavírus, com teorias da conspiração que nada acrescentaram, mas causaram, com razão, reações e mal estar com autoridades e a diplomacia chinesa.
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