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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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editorial

Atualizada em 03h00min, 24/07/2020.

Pandemia levará tempo até se afastar do nosso cotidiano

Experimento com vacinas começando no Brasil, testes para a Síndrome Respiratória Aguda Grave sendo feitos bem abaixo do preconizado, embate diário entre os cuidados com a saúde e a queda forte dos serviços, uma economia em crise há meses, esse é o panorama do Rio Grande do Sul. Após mais de quatro meses de pandemia no País, 1% da população brasileira está oficialmente infectada pelo coronavírus, com média diária de mais de mil casos.
Experimento com vacinas começando no Brasil, testes para a Síndrome Respiratória Aguda Grave sendo feitos bem abaixo do preconizado, embate diário entre os cuidados com a saúde e a queda forte dos serviços, uma economia em crise há meses, esse é o panorama do Rio Grande do Sul. Após mais de quatro meses de pandemia no País, 1% da população brasileira está oficialmente infectada pelo coronavírus, com média diária de mais de mil casos.
Com a crise causada pela Covid-19, o Fundo Monetário Internacional (FMI) espera uma recessão global de 4,9% neste ano. No Brasil, dados indicam que os segmentos que mais estão sofrendo e ainda continuarão com problemas por meses são as famílias de baixa renda. No mundo, milhões de pessoas já estão, ou estarão, desempregadas em 2020.
O setor mais afetado é o de turismo. Milhares de trabalhadores fixos ou temporários, ricos ou pobres, no turismo e no setor aéreo perderam o emprego e vivem em angústia. O resultado do isolamento é gente online trabalhando horas a mais no domicílio, se estressando.
Com população de mais de 211 milhões, conforme o IBGE, 2.231.871 brasileiros já foram atingidos pela Covid-19, ou 1,05% de contaminação, sendo baixa a testagem, podendo os números serem maiores. Não que sirva de consolo, mas a marca de ter 1% da população infectada não é exclusividade do Brasil. Nações como San Marino, Catar, Estados Unidos, Kuwait, Chile, Peru, Omã, Panamá, Bahrein, Armênia e Andorra também já registram mais de 1% de seus habitantes contaminados pelo coronavírus. Além de estar nesse pequeno grupo de alta incidência da Covid-19 em sua população, o Brasil é o segundo país com mais casos da doença no mundo. Só perde para os Estados Unidos, sendo o terceiro país mais afetado a Índia. Os três, juntos, são responsáveis por quase metade de todos os casos registrados no mundo.
A esperança é que surjam vacinas, mesmo que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença continuará por bom tempo entre os humanos e as vacinas só terão aplicação no ano que vem, tristemente, mas é o fato. Só resta a todos nós aceitarmos o inevitável, mantermos as recomendações sanitárias básicas de prevenção, como higiene seguida das mãos, uso de máscaras e evitar toda aglomeração. A pandemia não atingiu ainda o seu pico no Brasil e não há como evitar os problemas atuais decorrentes, com Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) lotadas e economia em queda livre.
A normalidade de antes da Covid-19, tudo indica, não será retomada tão cedo, não plenamente.
 
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