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Porto Alegre, sábado, 18 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
sábado, 18 de julho de 2020.

Opinião

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editorial

- Publicada em 03h00min, 17/07/2020. Alterada em 03h00min, 17/07/2020.

Eliminar pobreza extrema é desafio permanente do País

Embora a pauta continue sendo o combate ao coronavírus, o Brasil não pode esquecer que, após a pandemia, terá que focar no combate à desigualdade, para cuidar dos que mais necessitam.
Embora a pauta continue sendo o combate ao coronavírus, o Brasil não pode esquecer que, após a pandemia, terá que focar no combate à desigualdade, para cuidar dos que mais necessitam.
Mais de um quarto da população brasileira, ou 26,4%, vive com menos de R$ 747,00 ao mês neste 2020 de tantos problemas. A razão disso é a queda drástica na atividade econômica.
A retração do Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina é estimada em 9,1% do PIB da região. A funesta consequência é que a taxa de desemprego pulará de 8,1% para 13,5%, resultando em aumento da desigualdade social como um todo.
O aprofundamento do abismo social que o País vive fica mais evidente na questão da falta de moradia. É visível um aumento na população de rua nas cidades brasileiras. Esse fato é apontado também por órgãos das Nações Unidas, que conclamaram o nosso governo a impedir o despejo por inadimplência, o que está valendo, mas com prazo considerado muito exíguo, por conta da crise sanitária enfrentada pelas camadas menos aquinhoadas da população.
Na primeira década dos anos 2000, houve uma supervalorização dos imóveis, seguida da crise econômica de 2016, o que gerou inadimplência dos aluguéis e financiamentos. Aí ocorreu uma autêntica explosão nas moradias informais e na indigência, problemas que agora se agravam com a pandemia.
Há uma população vivendo em condições insalubres, com um mínimo de conforto, quando tem. Vielas sem pavimentação, moradias grudadas umas nas outras com metragem que não permite sequer a privacidade entre banheiro e quartos, levando às condições deploráveis.
É o quadro que prova uma exclusão social impiedosa e que não é de agora, vem de décadas. O Brasil tem hoje cerca de 210 milhões de habitantes e uma grande parcela não mora em boas condições.
Observatório da Universidade de São Paulo alerta que a exclusão tem sido também com o despejo das famílias de classe média e média-baixa, com um avanço silencioso da população sem moradia.
Já foi citada a importância da volta, com planejamento integrado entre os governos federal, estaduais e municipais, da construção de núcleos habitacionais destinados à acomodação das famílias hoje em sub-habitações, mas uma situação que merece pouca atenção, salvo quando de episódios policiais.
Não se pode esquecer que a moradia faz parte de uma boa condição de vida e um processo de inclusão social.
 
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