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Porto Alegre, quinta-feira, 25 de junho de 2020.

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25/06/2020 - 03h00min. Alterada em 25/06 às 09h54min

Mercado imobiliário: crise ou oportunidade?

Eduardo Sukienik
São 35 anos de atuação no segmento imobiliário e confesso que acreditava já ter passado por todo tipo de crise, então veio a pandemia, isolamento social, lockdown e junto, uma série de dúvidas a respeito do mercado imobiliário: o que iria acontecer com os preços, com os lançamentos, com o volume de negócios? O mercado imobiliário virou um grande ponto de interrogação.
São 35 anos de atuação no segmento imobiliário e confesso que acreditava já ter passado por todo tipo de crise, então veio a pandemia, isolamento social, lockdown e junto, uma série de dúvidas a respeito do mercado imobiliário: o que iria acontecer com os preços, com os lançamentos, com o volume de negócios? O mercado imobiliário virou um grande ponto de interrogação.
Como efeito imediato, o mercado imobiliário sofreu uma queda radical - média nacional de 70% pós pandemia. Entretanto, passado o choque inicial, estamos vislumbrando uma série de oportunidades a começar pela mudança do papel do imóvel na vida das pessoas: o home office, o delivery, a adesão à tecnologia em todas as faixas etárias, a maior convivência com a família, a busca por mais espaço dentro de casa. Todos esses fatores contribuíram para uma transformação radical nesses últimos três meses, seguramente, isso impactará na tomada de decisão no mercado imobiliário.
Além disso, vale destacar que a maior parte dos consumidores que estavam dispostos a comprar, não desistiram, apenas adiaram, fato que cria um fenômeno de demanda reprimida.
Outro ponto que corrobora com uma retomada, que apesar de gradual será consistente, é a relevante queda das taxas de juros no Brasil, com uma sinalização que ainda irá cair mais. Trata-se de uma recorrência no mercado imobiliário, com juros em queda e mercado aquecido, tanto para consumidores finais quanto para investidores.
No que tange consumidor final, falamos de crédito imobiliário, pois a diminuição dos juros faz com que as parcelas também diminuam, trazendo milhares de consumidores, principalmente no segmento econômico e médio padrão. Considerando que 72% das pessoas que estão querendo comprar imóveis procuram com preços de até R$ 400 mil, projetamos um grande incremento de consumidores nesse mercado, já neste segundo semestre de 2020.
A indústria imobiliária pode ser um grande canal para o governo promover o reaquecimento da economia. São cerca de 5 mil itens utilizados em uma obra, portanto, aquecer o mercado imobiliário se desdobra em aquecer outras indústrias e comércios. Logo, provavelmente veremos várias medidas governamentais em prol da atividade, principalmente em crédito imobiliário farto e barato.
CEO da Imobiliária Noblesse 
 
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