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24/06/2020 - 16h12min. Alterada em 24/06 às 16h12min

A prioridade tem que ser outra

Felipe Camozzato
Em função da pandemia da Covid-19 a prefeitura de Porto Alegre decretou estado de calamidade pública e instaurou medidas de isolamento social que foram assertivas, num primeiro momento. Ainda assim, faltou comunicação, transparência e planejamento. Passados dois meses, a prefeitura da Capital decide flexibilizar os decretos e retomar gradualmente as atividades econômicas, evitando colapso financeiro ainda maior na cidade. Porém, enquanto a pandemia e seus efeitos seguem como o centro das atenções do poder público e da população em geral, a prefeitura retoma o debate sobre o teto do funcionalismo da cidade.
Em função da pandemia da Covid-19 a prefeitura de Porto Alegre decretou estado de calamidade pública e instaurou medidas de isolamento social que foram assertivas, num primeiro momento. Ainda assim, faltou comunicação, transparência e planejamento. Passados dois meses, a prefeitura da Capital decide flexibilizar os decretos e retomar gradualmente as atividades econômicas, evitando colapso financeiro ainda maior na cidade. Porém, enquanto a pandemia e seus efeitos seguem como o centro das atenções do poder público e da população em geral, a prefeitura retoma o debate sobre o teto do funcionalismo da cidade.
Sempre levantei a bandeira da utilização responsável de verba pública e luto pelo fim dos privilégios que utilizam o dinheiro do contribuinte. Neste sentido, a prefeitura de Porto Alegre apresenta uma postura contraditória quando fala sobre o teto do funcionalismo – que aumentaria de R$ 19.400,00 para R$ 35.400,00. Um absurdo. Por isso, o Partido Novo decidiu entrar na justiça com um pedido de Amicus Curiae na Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a pauta.
É preciso manter uma postura muito clara de austeridade e responsabilidade com os recursos públicos, especialmente neste momento. Esse comportamento perdulário do poder público naturalmente nos coloca como parte interessada no processo. Ademais, a conduta contraditória da Prefeitura ficou evidente: ora pleiteando o pagamento maior de valores - como o que ocorre no processo judicial, ora protocolando um projeto na Câmara a redução do teto para o patamar de R$ 19 mil.
Sempre votei contra os aumentos, inclusive quando beneficiaram a mim e que abri mão fazendo doações. Agora, assuntos mais importantes estão em voga e a prefeitura precisa definir qual o caminho que quer seguir. Ou será o de salvar vidas e garantir a sustentabilidade financeira do município ou será o de aumentar salários e aumentar a conta do rombo para o cidadão que já está sendo vitimado pelo desemprego e pela perda de renda.
Vereador de Porto Alegre (Novo)
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