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Porto Alegre, quinta-feira, 04 de junho de 2020.

Jornal do Comércio

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04/06/2020 - 21h08min. Alterada em 04/06 às 21h14min

Dia do Meio Ambiente, produção responsável e potencial turístico!

Pampa (na foto, em Quaraí) é exaltado como potencial para unir ambiente natural e economia

Pampa (na foto, em Quaraí) é exaltado como potencial para unir ambiente natural e economia


MARCELO FETT PINTO/DIVULGAÇÃO/JC
Marcelo Fett Pinto
Cruzando pelas estradas de terra gaúchas (muitas vezes em condições semelhantes às de um rally), rotas obrigatórias que os produtores de alimentos percorrem para chegar a seus locais de trabalho, e, pelas quais, a safra deve passar para chegar aos grandes centros urbanos e alimentar a população, sempre me deparo com paisagens estonteantes, campos a perder de vista, maravilhas cênicas, perfumes das flores campeiras mescladas às sinfonias de animais silvestres, compondo momentos indescritivelmente agradáveis e ímpares!
Cruzando pelas estradas de terra gaúchas (muitas vezes em condições semelhantes às de um rally), rotas obrigatórias que os produtores de alimentos percorrem para chegar a seus locais de trabalho, e, pelas quais, a safra deve passar para chegar aos grandes centros urbanos e alimentar a população, sempre me deparo com paisagens estonteantes, campos a perder de vista, maravilhas cênicas, perfumes das flores campeiras mescladas às sinfonias de animais silvestres, compondo momentos indescritivelmente agradáveis e ímpares!
Ao retornar de viagens nacionais ou internacionais, uma das perguntas mais comuns que me são feitas sobre meus destinos é: “E as paisagens!? Dizem que “lá” (qualquer outro local que não o “nosso pago rio-grandense”) tem paisagens belíssimas!”
Então, em homenagem ao Dia Mundial do Meio Ambiente, à natureza gaúcha, à nossa gente, descrevo para o leitor as nossas paisagens gaúchas de tirar o fôlego e ficarem gravadas nas retinas das memórias de qualquer turista que venha nos visitar, aqui, no nosso Rio Grande do Sul! Campos gaúchos, natureza, biodiversidade, cultura, história, as nossas estâncias...convergindo para um altíssimo potencial turístico ainda inexplorado!
Destes ambientes, originam-se alimentos, fibras, couro, responsavelmente produzidos, de forma alinhada às boas práticas ambientais de produção, e que cada vez mais vem sendo valorizados e reconhecidos (ainda em tempo) pela sociedade consumidora.
Apenas como exemplo, da nossa pecuária, em nossos campos bem manejados, origina-se uma carne com um sabor inigualável, fruto da dieta com base a pasto, diferenciais qualitativos positivos para a saúde humana (adequados níveis de ômega 3, vitamina E, ácido linoleico conjugado, dentre outros), e ainda, uma benéfica contribuição para sequestrar toneladas de equivalente carbono da atmosfera (através do processo de fotossíntese), sem falar nas centenas de espécies de animais e milhares de espécies vegetais, estes últimos, com propriedades farmacológicas ainda desconhecidas, para, quem sabe, curar doenças ainda incuráveis...questionamentos pertinentes para tempos de pandemia... apenas a título de curiosidade, temos em nossos campos duas espécies de cevada nativa, e na França, são vendidas em cápsulas, folhas moídas de uma planta leguminosa nativa de nossa flora (Desmodium adscendens), popularmente conhecido como “pega-pega”, como um detoxificante hepático.
Alimento de qualidade com prestação de serviços ecossistêmicos? Isso mesmo, aqui se produz assim!
Engenheiro agrônomo e coordenador do projeto Estâncias Gaúchas
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