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Opinião

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Artigo

19/05/2020 - 14h09min. Alterada em 19/05 às 14h09min

Como investir em tempos de crise

Rodrigo Sisnandes Pereira
A falta de previsibilidade sobre o que ainda irá acontecer no Brasil e no mundo nas próximas semanas ou meses torna extremamente difícil qualquer prognóstico sobre o impacto da pandemia. Diante disto, sempre é bom lembrar que os investimentos de longo prazo são os que superam crises e conseguem excelentes retornos.
A falta de previsibilidade sobre o que ainda irá acontecer no Brasil e no mundo nas próximas semanas ou meses torna extremamente difícil qualquer prognóstico sobre o impacto da pandemia. Diante disto, sempre é bom lembrar que os investimentos de longo prazo são os que superam crises e conseguem excelentes retornos.
Entre as principais crises mundiais da época estão a Grande Recessão, em 2008-2009, quando os Estado Unidos sofreram a maior colapso financeiro desde os anos 1930, consequência de um relaxamento na avaliação do risco de ativos. Esse cochilo teve reflexos no mundo todo e, no Brasil, fez a Bolsa de Valores enfrentar uma queda de aproximadamente 57% durante este período.
Nos anos de 2014, 2015 e 2016, foi a vez de o próprio País gerar seus momentos de tensão com baixo crescimento econômico e impeachment da presidente. Ao longo destes três anos, o mercado financeiro atravessou períodos de desconfiança e volatilidade. Mais recentemente, em 2018, a eclosão da greve dos caminhoneiros quase parou o País pela indisponibilidade de combustíveis e desabastecimento de alimentos. A bolsa brasileira novamente sentiu e teve queda de aproximadamente 19%.
Nos últimos 40 anos, por exemplo, a Fundação Família Previdência foi bem-sucedida ao atravessar crises de alto impacto econômico e social, tornando-se a maior entidade de previdência complementar do Rio Grande de Sul e uma das maiores do Brasil. Mesmo com alguns solavancos pontuais, a rentabilidade acumulada, nos últimos 15 anos (2005-2019), foi de 546,1%, muito superior ao CDI, índice de referência do mercado, que foi de 382,3%, e à poupança, que rendeu apenas 174,8% no mesmo período.
Agora, diante do fator coronavírus, a preocupação é como mitigar os riscos diante da queda de lucratividade das empresas e de uma economia cada vez menos pujante. Mais uma vez, os investimentos de longo prazo são os que apresentam em melhores condições de cruzar por esta fase com o mínimo de arranhões possíveis.
Diretor-presidente Fundação Família Previdência
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