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31/03/2020 - 15h22min. Alterada em 31/03 às 16h38min

Agir para sobreviver à crise

Eduardo Collet Grangeiro
A economia brasileira vem de uma sequência de anos ingratos, extremamente difíceis. Muitas empresas ficaram pelo caminho e outras tantas resistiram, prosseguindo apesar de feridas severas – não raro ainda sangrando e lutando contra toda a sorte de adversidades.
A economia brasileira vem de uma sequência de anos ingratos, extremamente difíceis. Muitas empresas ficaram pelo caminho e outras tantas resistiram, prosseguindo apesar de feridas severas – não raro ainda sangrando e lutando contra toda a sorte de adversidades.
Pois chegou o ano de 2020, trazendo ares de otimismo, mas ninguém poderia prever a tempestade que viria com a pandemia do novo coronavírus. Tampouco, dimensionar sua extensão, duração e reflexos. Hoje, estamos em meio ao olho do furacão, mobilizando-nos em prol da saúde e da vida, recolhendo-nos ao isolamento momentâneo, acumulando incertezas, angústias e medos.
Nesse contexto, empreendedores veem faturamentos minguando, produções paralisando, público consumidor desaparecendo, obrigações vencendo e pressão aumentando. Empresas frágeis, tentando se reerguer, sofrem mais esse duro golpe. Negócios que vinham estáveis podem não comportar absorver uma brusca queda de receitas por dois, três ou quantos meses forem. E as organizações que vinham sólidas e capitalizadas tendem a reter investimentos e rever planejamentos.
Não há dúvidas: todos serão impactados. Portanto, é preciso diagnosticar casos empresariais concretos com agilidade e precisão, para adoção de medidas certeiras, minimizando prejuízos e focando na preservação do negócio. É impositivo abrir diálogo franco com parceiros, fornecedores, financiadores, credores e devedores. É indispensável reavaliar estruturas internas, equipes e custos. É crucial renegociar contratos, reposicionar vencimentos, alongar prazos, reduzir valores etc.
Frente à gravidade do cenário, há alternativas como fixação consensual ou processual de planos de carência de pagamentos e reperfilamento do endividamento, adesão a flexibilizações governamentais e institucionais. E até medidas como recuperação judicial, concebida justamente para hipóteses como a atual, não pressupondo empresas pré-falimentares, mas aquelas com efetivas condições de atravessar um período pontual de dificuldades, implementando remédios necessários, evitando uma espiral de agravamento dos reveses e reconstituindo sua saúde financeira.
Humildade, proatividade e assertividade são premissas inafastáveis para o enfrentamento exigido. Neste momento, todas as opções precisam ser consideradas para que o negócio não seja afetado de modo irreversível. Com muita atenção e sensibilidade às particularidades de cada empresa, é hora de traçar os melhores caminhos e estratégias para sobreviver à crise.
Advogado
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