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Porto Alegre, terça-feira, 21 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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- Publicada em 18h43min, 30/03/2020. Atualizada em 18h43min, 30/03/2020.

Covid-19 e a economia gaúcha

Sebastião Melo
“Uma desgraça nunca vem sozinha”, afirma um ditado popular. E esta parece ser a realidade do Rio Grande do Sul, que está sofrendo há meses com uma estiagem que, apontam estudos da Emater, pode representar prejuízo de mais de R$ 4 bilhões e, agora, começa a sofrer com a pandemia do coronavírus. Pensando nisso, na última semana, antevendo o que aconteceria, a Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo da Assembleia Legislativa debateu o tema, buscando entender a crise mundial, a queda da bolsa, a alta do petróleo e os efeitos no agronegócio. Apenas nos adiantamos para algo que está sendo pior do que a pior das previsões.
“Uma desgraça nunca vem sozinha”, afirma um ditado popular. E esta parece ser a realidade do Rio Grande do Sul, que está sofrendo há meses com uma estiagem que, apontam estudos da Emater, pode representar prejuízo de mais de R$ 4 bilhões e, agora, começa a sofrer com a pandemia do coronavírus. Pensando nisso, na última semana, antevendo o que aconteceria, a Comissão de Economia, Desenvolvimento Sustentável e Turismo da Assembleia Legislativa debateu o tema, buscando entender a crise mundial, a queda da bolsa, a alta do petróleo e os efeitos no agronegócio. Apenas nos adiantamos para algo que está sendo pior do que a pior das previsões.
Para contextualizar este processo, foi convidado o professor Donaldo Miebach, do Núcleo de Análise de Política Econômica da UFRGS. Ele afirma que a crise é inevitável e que o Estado já sente os efeitos porque a China, os Estados Unidos e a União Europeia são essenciais para o comércio exterior do Estado.
Ninguém ainda consegue calcular os prejuízos, mas sabemos que afetarão a todos, em todo mundo. Agora, cada um tem uma parte importante para tentar minimizar as perdas. A população precisa estar ciente com relação às questões de prevenção. Trabalhar em casa deve ser a prioridade. Os empresários que não são de áreas essenciais, precisam parar. Aliás, empregados e empregadores têm que dividir esta conta e, neste sentido, algumas medidas do governo federal com relação a adequação trabalhistas são bem-vindas. Contudo, é preciso mais. É o caso do auxilio que precisará ser prestado aos trabalhadores autônomos e informais, que compõem grande parte da força de trabalho do País. De imediato pode-se propor que os impostos que puderem ser prorrogados ou isentos, devem sê-los, é o caso do IPVA e do IPTU, e das contas de água e luz.
O fato é que, apontam especialistas, esta crise será muito maior do que a de 2008, mudando completamente o mundo em que vivemos. Depois dos danos à saúde, que é o enfrentamento que precisamos fazer de forma emergencial, teremos que enfrentar os danos econômicos, com queda vertiginosa no crescimento da economia, falta de produtos e desemprego em massa e que devem durar ainda muito tempo.
Deputado estadual (MDB), presidente da Comissão de Economia da ALERGS
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