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Porto Alegre, terça-feira, 21 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 03h00min, 16/03/2020. Atualizada em 03h00min, 16/03/2020.

Futuro do transporte de Porto Alegre

Felipe Brum de Brito Sousa
Tenho visto discussões sobre o transporte de Porto Alegre. Três coisas devem ser levadas em consideração: 1) Não existe solução fácil para problema complexo; 2) Não adianta pensar somente em receita sozinha sem pensar nos custos relacionados (ex.: criação de uma taxa única de transporte por funcionário de cada empresa). Isso não representa somente aumento de receita, mas o aumento de demanda com passes livres, necessitando de nova oferta de transporte, principalmente no pico, portanto, aumento de custos e mais oferta ociosa fora do pico; 3) A redução do preço da tarifa com as diversas medidas propostas vai gerar novo aumento de demanda e a necessidade de ampliação de oferta, aumentando os custos novamente e a ociosidade entre picos. Esses três fatores requerem estudos técnicos e numéricos aprofundados. Estudo a planilha tarifária de Porto Alegre há algum tempo, e sei que pouquíssimas pessoas entendem essa equação com profundidade.
Tenho visto discussões sobre o transporte de Porto Alegre. Três coisas devem ser levadas em consideração: 1) Não existe solução fácil para problema complexo; 2) Não adianta pensar somente em receita sozinha sem pensar nos custos relacionados (ex.: criação de uma taxa única de transporte por funcionário de cada empresa). Isso não representa somente aumento de receita, mas o aumento de demanda com passes livres, necessitando de nova oferta de transporte, principalmente no pico, portanto, aumento de custos e mais oferta ociosa fora do pico; 3) A redução do preço da tarifa com as diversas medidas propostas vai gerar novo aumento de demanda e a necessidade de ampliação de oferta, aumentando os custos novamente e a ociosidade entre picos. Esses três fatores requerem estudos técnicos e numéricos aprofundados. Estudo a planilha tarifária de Porto Alegre há algum tempo, e sei que pouquíssimas pessoas entendem essa equação com profundidade.
A insistente queda de demanda está forçando uma providência drástica para evitar a inviabilidade financeira dos diversos sistemas (ônibus, Trensurb, lotação, sistema metropolitano, bikes, patinetes, catamarã etc.). Agora é a hora de criar um sistema integrado metropolitano envolvendo todos os modos com vales temporários (diário, semanal, mensal, anual, unitário, Porto Alegre, metropolitano etc.). Como é nas cidades que o transporte funciona (Paris, Madri, NY, Londres, Lisboa etc.). Para isso, é preciso cinco coisas: 1) Convencer todos os integrantes que o grupo é mais forte do que o individual (EPTC, ATP, Trensurb, ATL, Metroplan, ATM, Catsul, Bikes etc.); 2) Contabilizar todas as demandas/receitas e custos de todos; 3) Otimizar todos os sistemas (fundir linhas, excluir viagens, reduzir custos); 4) Decidir como remunerar cada integrante; 5) Refazer os cálculos para chegar nos valores corretos de tarifas por período/unitárias sem riscos de falência dos sistemas.
Aí, sim, estaremos fazendo o trabalho duro necessário para o futuro da cidade. Lembrando novamente: para isso é preciso estudo aprofundado, não simplesmente uma nova lei.
Doutor em Engenharia de Transportes
 
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