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Porto Alegre, quarta-feira, 22 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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- Publicada em 03h00min, 27/01/2020. Atualizada em 01h53min, 28/01/2020.

Corporativismo, o 'freio' da tecnologia

Antônio Augusto Lovatto
O custo da mobilidade urbana é uma pauta que passou a estar presente no nosso cotidiano, impulsionada principalmente pelo surgimento dos aplicativos em transporte e crescimento da indústria automobilística. No final de 2019, tivemos em discussão um projeto de lei do Executivo que previa a retirada parcial da função de cobrador, em algumas faixas horárias, no sistema de transporte coletivo por ônibus em Porto Alegre.
O custo da mobilidade urbana é uma pauta que passou a estar presente no nosso cotidiano, impulsionada principalmente pelo surgimento dos aplicativos em transporte e crescimento da indústria automobilística. No final de 2019, tivemos em discussão um projeto de lei do Executivo que previa a retirada parcial da função de cobrador, em algumas faixas horárias, no sistema de transporte coletivo por ônibus em Porto Alegre.
Observando as discussões sobre o assunto, não tem como evitar relembrar algumas profissões que deixaram de existir mediante o avanço tecnológico. O ascensorista é um exemplo clássico. A profissão, anos atrás, tinha três funções importantes. A primeira, abrir e fechar as portas do elevador.
A segunda, pressionar os botões relacionados aos andares solicitados. E a última, acionar uma manivela com o objetivo de dar o início ou a chegada no andar programado. Uma a uma, as funções foram sendo eliminadas. Na aviação comercial, eram três na cabine de pilotagem; piloto, copiloto e engenheiro de bordo. O engenheiro de bordo não existe mais, e a aviação comercial é atualmente um dos segmentos do transporte mais próximo a ter uma pilotagem 100% autômata. Inclusive, no sistema metroferroviário, trafegar as composições sem "piloto" ou "maquinista" já não é novidade há muito tempo.
Atualmente, 66% dos municípios brasileiros não têm ou possuem parcialmente cobradores nos seus coletivos. Também é verdade que 80% das transações financeiras dentro do ônibus são feitas através de cartão, somente 20% são em moeda corrente. Há 12 anos, antes da bilhetagem eletrônica, 100% das transações eram manuais.
Importante ressaltar que nas transações com cartão não é necessário apresentar identidade ou digitar algum tipo de senha. Basta aproximar o cartão da leitora e o bloqueio é liberado, muito semelhante à forma de ingresso nos portões de embarque dos aeroportos.
Nos próximos meses ocorrerá a implantação do QR Code e da recarga on-line, o que fará o volume de pagamento em dinheiro diminuir ainda mais. Assim, enquanto as novas tecnologias geram novos campos de trabalho, trazendo segurança, agilidade e controle para o nosso dia a dia, muitas profissões insistem, mesmo em 2020, em interpretar o papel de "ascensoristas".
Engenheiro de Transporte
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