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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

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Opinião

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EDITORIAL

- Publicada em 03h00min, 09/01/2020. Atualizada em 03h00min, 09/01/2020.

Pressa e imprudência matam; gentileza melhora o trânsito

Muita gente aproveita o período de férias, especialmente em janeiro e fevereiro, no caso do Rio Grande do Sul, para viajar. E não são raros os casos em que a opção é o deslocamento de carro para o litoral, o que pode ser visto na grande movimentação das estradas que fazem a ligação com as praias gaúchas, especialmente a freeway, em fins de semana e feriadões.
Muita gente aproveita o período de férias, especialmente em janeiro e fevereiro, no caso do Rio Grande do Sul, para viajar. E não são raros os casos em que a opção é o deslocamento de carro para o litoral, o que pode ser visto na grande movimentação das estradas que fazem a ligação com as praias gaúchas, especialmente a freeway, em fins de semana e feriadões.
A educação no trânsito, ou a falta dela, é refletida no tráfego, fato que pode ser visto por qualquer um que trafegue em alguma dessas rodovias. Se é um fato que a conduta da maioria dos motoristas é de respeito às leis, aos outros veículos e, em última análise, à vida, também é verdade que há condutores imprudentes.
Nesse aspecto, sobressai-se a pressa para chegar o quanto antes ao destino como fator que impulsiona manobras arriscadas, que colocam em risco não apenas o motorista imprudente, mas todos que estão a sua volta.
Trafegar acima da velocidade máxima permitida é uma das práticas comuns, independentemente do que prevê a rodovia. Se o limite é 80 km/h, não é difícil ver gente andando a 100 km/h. E até em casos em que a velocidade máxima é de 110 km/h, como em alguns trechos da freeway, há motoristas que optam por andar, e muito, acima dessa velocidade.
Uma prática irritante é, mesmo estando no limite de velocidade, ter um carro atrás dando insistente luz alta para que se libere a pista da esquerda. O infrator quase nunca é paciente, às vezes fica literalmente colado na traseira do carro que está à frente e se sente no direito de usar indiscriminadamente o recurso da luz alta.
Outra saída é o zigue-zague nas rodovias, mesmo quando a velocidade é alta e a estrada está cheia. A pressa e a imprudência no trânsito são, sem dúvidas, dois fatores que provocam acidentes e até mortes. Se no trânsito das cidades essa conduta já causa estragos, em estradas o risco é ainda maior.
É importante que haja punição aos infratores, quando for o caso, e campanhas educativas para conscientizar, cada vez mais, os motoristas. A sociedade já conquistou grandes avanços, com mudanças de hábito. Antigamente, pouca gente usava o cinto de segurança, especialmente na cidade, hoje, o uso é a regra. A combinação fatal de bebida e direção também caiu drasticamente, graças a campanhas e fiscalização.
O próximo avanço e mudança comportamental pode ser a da gentileza no trânsito, dando a vez a quem quer acessar uma via ou trocar de faixa. É uma ação que não apenas gera mais gentileza, mas também, certamente, melhora o fluxo de veículos e reduz engarrafamentos.
 
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