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Porto Alegre, terça-feira, 07 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

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07/01/2020 - 03h00min. Alterada em 07/01 às 03h00min

Do que precisamos

Paulo Franquilin
Finalizamos mais um ano, com todas as nossas esperanças depositadas nestes doze meses de 2020, imaginando que na noite mágica da virada tudo vai se modificar e nossos problemas acabarão assim que mudar a data no calendário. Uma ilusão que nos move todos os anos a repetir as mesmas promessas e esperar que o novo ano tenha mais progresso em nossas vidas, num eterno repetir de pedidos para que tenhamos mais dinheiro, mais sorte, progresso pessoal e profissional, além de muita saúde. Quantos pedem para que possam trocar seus carros luxuosos, suas casas suntuosas e mudar para um novo modelo de celular, enquanto outros simplesmente querem poder se locomover, um teto para se abrigar e conversar com as pessoas. Esquecemos de agradecer pelas coisas mais simples e cotidianas que são importantes e sem as quais nada do que adquirimos de material vai substituir, assim, quando temos um problema de saúde é que vemos a insignificância de nossos bens materiais.
Finalizamos mais um ano, com todas as nossas esperanças depositadas nestes doze meses de 2020, imaginando que na noite mágica da virada tudo vai se modificar e nossos problemas acabarão assim que mudar a data no calendário. Uma ilusão que nos move todos os anos a repetir as mesmas promessas e esperar que o novo ano tenha mais progresso em nossas vidas, num eterno repetir de pedidos para que tenhamos mais dinheiro, mais sorte, progresso pessoal e profissional, além de muita saúde. Quantos pedem para que possam trocar seus carros luxuosos, suas casas suntuosas e mudar para um novo modelo de celular, enquanto outros simplesmente querem poder se locomover, um teto para se abrigar e conversar com as pessoas. Esquecemos de agradecer pelas coisas mais simples e cotidianas que são importantes e sem as quais nada do que adquirimos de material vai substituir, assim, quando temos um problema de saúde é que vemos a insignificância de nossos bens materiais.
Mas devido à nossa vida consumista e de exibição vamos deixando de lado as pessoas, nossos amigos, numa substituição por uma vida digital que nos satisfaz momentaneamente, sem nenhuma validade prática no nosso viver, sendo muitas vezes desconsiderado o conviver com os outros. Nos tornamos seres solitários e egoístas, preocupados apenas com nossas futilidades diárias, sem nenhuma preocupação com os demais, sem repartir alegrias, numa rotina de correr contra o tempo para adquirir muitos bens desnecessários.
Precisamos realmente é de muita alegria no convívio com pessoas positivas, uma alimentação que nos mantenha saudáveis e ativos, um lugar onde possamos descansar e repartir momentos felizes com nossas famílias e uma fonte de renda que permita comprar as nossas necessidades básicas. Tomara que neste novo ano tenhamos mais simplicidade e humildade, com as pessoas notando que existem muitas formas de felicidade, principalmente nas relações com pessoas e grupos que nos tragam alegria, fugindo do inútil mundo digital.
Jornalista e escritor
 
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