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Porto Alegre, quinta-feira, 26 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 26/12/2019. Alterada em 26/12 às 03h00min

Com mais importação, negócios com a China devem aumentar

Quando o Brasil precisa aumentar mais as exportações, é muito boa a notícia de que a hoje poderosa China vai reduzir as tarifas de importação de mais de 850 produtos, incluindo carne de porco congelada, a partir de janeiro. No caso da carne suína, trata-se de tentativa de combater a escassez deste alimento básico no país.
Quando o Brasil precisa aumentar mais as exportações, é muito boa a notícia de que a hoje poderosa China vai reduzir as tarifas de importação de mais de 850 produtos, incluindo carne de porco congelada, a partir de janeiro. No caso da carne suína, trata-se de tentativa de combater a escassez deste alimento básico no país.
A indústria de carne de porco da China foi muito afetada pela peste suína africana, que forçou o sacrifício de mais de um milhão de animais, de acordo com estatísticas oficiais, e dobrou o preço do produto. O anúncio oficial do governo chinês determinou que as tarifas sobre a carne de porco congelada cairão de 12% para 8% a partir de 1º de janeiro.
A medida não parece estar relacionada com a guerra comercial aberta entre China e Estados Unidos, que levou os dois países a aumentar as tarifas de vários produtos, uma batalha de centenas de bilhões de dólares que afetou o crescimento mundial.
No entanto, o presidente americano Donald Trump retuitou duas notícias da imprensa sobre a redução das tarifas, sem qualquer comentário adicional. A lista de produtos afetados inclui vários itens que as empresas chinesas compram nos Estados Unidos, como carne de porco e aparelhos eletrônicos.
Analistas consideram que, com esta decisão, Pequim deseja enviar sinais de uma certa abertura, depois de alcançar um acordo mínimo com Washington este mês para reduzir algumas taxas e trabalhar rumo a um pacto mais amplo. Também serão reduzidas as tarifas de outros produtos alimentares como pescado, queijo e frutas secas, além de produtos farmacêuticos, componentes para smartphones e de vários componentes químicos.
Além disso, produtos importados de países como Nova Zelândia, Peru, Costa Rica, Suíça, Islândia, Austrália, Coreia do Sul e Paquistão também serão submetidos a uma redução de tarifas, de acordo com a China.
Ora, é neste nicho que o Brasil deve entrar e, para tanto, fazer todos os esforços. Não somente na agropecuária temos o que oferecer aos chineses, mas tem que ser feito um bom trabalho de prospecção e aproximação.
Até agora, poucos ministros foram até Pequim tentar negócios, caso de Tereza Cristina, da Agricultura. No entanto, ainda é pouco. Os chineses estão se abrindo para o mundo como jamais antes fizeram, inclusive com forte intercâmbio de jornalistas, a fim de que conheçam a realidade e forneçam, na volta, como tem ocorrido, dados precisos e testemunhos de que o país dos mandarins está mesmo disposto a brigar pela liderança econômica mundial, como vem fazendo há alguns anos. Os negócios da China voltaram. Temos que aproveitar.
 
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