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Porto Alegre, quinta-feira, 19 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Edição impressa de 19/12/2019. Alterada em 19/12 às 03h00min

Abertura comercial não pode ser atitude unilateral

Há anos que muitos considerados neoliberais pregam que o Brasil tem que se abrir ao mundo no quesito do comércio exterior, a fim de não só modernizar-se, como conseguir saldos positivos na balança. No entanto, há alguns segmentos, especialmente nas áreas da produção, como agropecuária, indústria e comércio, que alertam, com razão, para que cuidados sejam tomados. É que a abertura deve ser lenta, com ressalvas e obedecendo critérios que evitem prejuízos às atividades econômicas do País. Neste sentido, já bastam os produtos contrabandeados de toda espécie que são encontrados em esquinas das capitais brasileiras, Porto Alegre entre elas.
Há anos que muitos considerados neoliberais pregam que o Brasil tem que se abrir ao mundo no quesito do comércio exterior, a fim de não só modernizar-se, como conseguir saldos positivos na balança. No entanto, há alguns segmentos, especialmente nas áreas da produção, como agropecuária, indústria e comércio, que alertam, com razão, para que cuidados sejam tomados. É que a abertura deve ser lenta, com ressalvas e obedecendo critérios que evitem prejuízos às atividades econômicas do País. Neste sentido, já bastam os produtos contrabandeados de toda espécie que são encontrados em esquinas das capitais brasileiras, Porto Alegre entre elas.
Na área governamental, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos Da Costa, reiterou que o governo tem trabalhado para reduzir o chamado custo Brasil para que a indústria brasileira seja mais competitiva. Ele reforçou a intenção do governo em abrir o mercado brasileiro, mas ressaltou que isso ocorrerá de forma gradual.
A percepção governamental é a de que há necessidade de agregar valor nas cadeias internas e gerar mais empregos. Neste sentido, temos que produzir mais calçados e exportar menos couro. Da mesma forma, é preciso esmagar mais soja dentro do Brasil. É claro que exportar bastante é a prova da competitividade, como é sabido desde muitas décadas. Entre outras iniciativas além da abertura comercial precisamos da reforma tributária e da redução do custo da energia, sobretudo do gás natural.
Atualmente, por conta de marcos regulatórios no setor de infraestrutura, o Brasil exporta automóveis para a Argentina em razão do Mercado Comum do Sul, o Mercosul, mas não temos condições de vender veículos para Colômbia e Peru, devido ao custo Brasil, ainda segundo técnicos do Ministério da Economia.
Ainda bem que a abertura comercial que o governo planeja para o Brasil terá previsibilidade e será transversal, ou seja, sem a escolha de setores específicos. Também fontes do Ministério da Economia garantiram que a abertura ocorrerá na mesma velocidade do aumento da competitividade do setor produtivo.
Ora, essa atitude é fundamental dentro do que alertamos, de que fazer a abertura comercial é algo bom, mas com cuidados e atendendo aos superiores interesses dos setores produtivos nacionais, lembrando o caso da indústria calçadista.
Resumindo, a abertura comercial deve ser algo que permita que o País importe mais, porém, em contrapartida, também exporte bem mais do que atualmente, diminuindo custo Brasil.
 
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