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Porto Alegre, terça-feira, 03 de dezembro de 2019.

Jornal do Comércio

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Edição impressa de 03/12/2019. Alterada em 03/12 às 03h00min

A vitória do Uruguai: Lacalle venceu!

Luiz Pereira Lima
Depois de 15 longos anos veio a redenção. Não foi a vitória do futuro presidente, mas a derrota da corrupção e da mentira. Esta chegou ao seu ápice, nos momentos derradeiros da campanha eleitoral, avisando o alegre povo uruguaio que se por ventura a oposição viesse a vencer acabaria o carnaval. Nada mais, nada menos; o vale tudo pelo poder jogou na lama o que restava ainda de ética para uma esquerda dependente do erário para viver, dos impostos dos que produzem, dos que labutam no dia a dia e desejam um País decente. Nestes últimos três lustros, a criminalidade foi às alturas, o déficit público aumentou vertiginosamente, assim como milhares de novos funcionários públicos foram admitidos na máquina estatal. Diga-se que o Uruguai possui apenas três milhões e meio de habitantes. Sindicatos passaram a ter papel preponderante no governo e seus dirigentes galgaram postos de hierarquia na administração pública. O roteiro do desastre estava desenhado, culminando com a derrocada da ANCAP entre outras estatais.
Depois de 15 longos anos veio a redenção. Não foi a vitória do futuro presidente, mas a derrota da corrupção e da mentira. Esta chegou ao seu ápice, nos momentos derradeiros da campanha eleitoral, avisando o alegre povo uruguaio que se por ventura a oposição viesse a vencer acabaria o carnaval. Nada mais, nada menos; o vale tudo pelo poder jogou na lama o que restava ainda de ética para uma esquerda dependente do erário para viver, dos impostos dos que produzem, dos que labutam no dia a dia e desejam um País decente. Nestes últimos três lustros, a criminalidade foi às alturas, o déficit público aumentou vertiginosamente, assim como milhares de novos funcionários públicos foram admitidos na máquina estatal. Diga-se que o Uruguai possui apenas três milhões e meio de habitantes. Sindicatos passaram a ter papel preponderante no governo e seus dirigentes galgaram postos de hierarquia na administração pública. O roteiro do desastre estava desenhado, culminando com a derrocada da ANCAP entre outras estatais.
O pequeno País, outrora seguro, passou a flertar com as ditaduras bolivarianas, apoiando-as, não só sob o ponto de vista ideológico, mas financeiro, como se rico fosse, vendendo produtos lácteos de cooperativados para a Venezuela. O trabalho dos humildes foi em vão. Sobreveio o calote com o beneplácito do governo "companheiro". Os desmandos foram incontáveis com objetivo único da permanência no poder a qualquer custo. A Frente Ampla, incapaz de fazer uma autocrítica, gastou mais do que arrecadou, dilapidando os cofres públicos, não podendo fazer a justiça social, que tanto decantava em prova e verso. O partido institucionalizou a corrupção como ferramenta para se manter no poder. E quem pagou esta conta foram justamente aqueles que apregoavam proteger. Os mais pobres.
Luis Lacalle Pou, um jovem advogado, com postura e lastro cultural sólido, soube unir os uruguaios, mostrando outros caminhos que não o da senda bolivariana ditatorial, disfarçada de democracia, onde, agora sim, uma elite do baixo clero cultural e de questionável integridade moral, poderia levar para o rumo conhecido da ruína econômica e todos seus corolários. Filme este que nós aqui já vimos.
As nuvens da tormenta nos céus uruguaios passaram e o azul anil oriental apareceu novamente. Viva o Uruguai!
Professor de Medicina
 
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