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Porto Alegre, quinta-feira, 28 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Editorial

Edição impressa de 28/11/2019. Alterada em 28/11 às 03h00min

Empresas querem somente os aptos às novas tecnologias

Mesmo com previsão de uma boa recuperação da economia nacional em 2020, com um Produto Interno Bruto (PIB) crescendo até 2,5%, as novas tecnologias estarão presentes para quem quiser ter um emprego formal. Os candidatos a empregos terão que estar a par com o que está dominando o mundo, começando pelas ferramentas da informática e comunicações em geral. De outra parte, as empresas também passarão a pedir maiores conhecimentos sobre a realidade tecnológica que está invadindo a tudo e a todos, rapidamente.
Mesmo com previsão de uma boa recuperação da economia nacional em 2020, com um Produto Interno Bruto (PIB) crescendo até 2,5%, as novas tecnologias estarão presentes para quem quiser ter um emprego formal. Os candidatos a empregos terão que estar a par com o que está dominando o mundo, começando pelas ferramentas da informática e comunicações em geral. De outra parte, as empresas também passarão a pedir maiores conhecimentos sobre a realidade tecnológica que está invadindo a tudo e a todos, rapidamente.
Haverá, de um lado, muita gente buscando trabalho, mas sem estar preparada para ocupar os postos oferecidos. De outra parte, as empresas com vagas, mas exigindo exatamente conhecimentos tecnológicos que estão dominando a economia, o dia a dia dos consumidores, dos compradores, de tudo e de todos. É, sem dúvida, uma nova economia que teremos até 2025, segundo calculam especialistas da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Segundo eles, o Brasil não se atentou para as mudanças radicais no mundo do trabalho trazidas pela nova economia. O preço a pagar é o de se aprofundar em um mundo sem empregos. Tem sido recorrente a afirmação de que, das ocupações que temos hoje, dezenas não existirão mais em alguns anos. Dessa maneira, o futuro apresenta-se sombrio, e quem não se preocupar vai sobreviver graças a subempregos, como os dos aplicativos.
O mercado de trabalho, daqui a 10 anos, será muito diferente do que temos hoje. Projeção de pesquisadores norte-americanos confirma que, até 2030, 47% das ocupações de agora não existirão mais. Quem não se preocupar vai sobreviver graças a subempregos, como os dos aplicativos, situação chamada por alguns de "uberização" da economia.
A própria noção de profissão será outra. Hoje, a ideia de qualificação é centrada no diploma. A tendência é que, daqui para a frente, seja focada em competências, respaldadas por muito aprendizado técnico. Os profissionais terão de ser polivalentes. O exemplo lembrado está na área da saúde.
É que chegará um momento em que será difícil dizer onde termina o médico e começa o engenheiro mecatrônico. A medicina e as cirurgias serão robotizadas, de forma que ao engenheiro será necessário saber sobre saúde e ao médico serão necessários conhecimentos de robótica.
Não podemos perder o passo da nova economia, aplicando muito em ciência e tecnologia, ensinando o que a tecnologia e a inovação oferecem. Fora disso, ficaremos para trás.
 
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