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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de novembro de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 08/11/2019. Alterada em 08/11 às 03h00min

Pobreza extrema é chaga que o Brasil deve extirpar

Ano após ano, entra governo, sai governo, todos sabem do problema, mas a presença da pobreza extrema continua no Brasil. A situação é sabida desde pelo menos 60 anos. Pois toda uma geração nasceu, está vivendo e morrerá sem que pelo menos seja minorada esta chaga social que mancha a imagem do País. Para nós mesmos e, mais ainda, perante o mundo. Agora, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) indicou que o Brasil tinha cerca de 13,5 milhões de pessoas vivendo com menos de U$ 1,90 ao dia em 2018. O percentual de pessoas na extrema pobreza atingiu, no ano passado, 6,5% da população brasileira, maior patamar desde o início da pesquisa, em 2012. E o Rio Grande do Sul está incluído.
Ano após ano, entra governo, sai governo, todos sabem do problema, mas a presença da pobreza extrema continua no Brasil. A situação é sabida desde pelo menos 60 anos. Pois toda uma geração nasceu, está vivendo e morrerá sem que pelo menos seja minorada esta chaga social que mancha a imagem do País. Para nós mesmos e, mais ainda, perante o mundo. Agora, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) indicou que o Brasil tinha cerca de 13,5 milhões de pessoas vivendo com menos de U$ 1,90 ao dia em 2018. O percentual de pessoas na extrema pobreza atingiu, no ano passado, 6,5% da população brasileira, maior patamar desde o início da pesquisa, em 2012. E o Rio Grande do Sul está incluído.
Em 2017, 6,4% dos brasileiros viviam na extrema pobreza, e o menor patamar foi registrado em 2014, de 4,5%. Em 2018, tínhamos na extrema pobreza o equivalente a mais do que as populações de países como Portugal, Grécia e Bolívia. O Bolsa Família, principal programa social do País, tem como foco famílias com renda per capita de até R$ 89,00 ao mês, enquanto, para o Banco Mundial, uma pessoa se encontra em pobreza extrema com renda per capita de R$ 145,0 ao mês. Isso é muito triste e deixa toda a sociedade com um certo mal-estar pela discrepância entre os que têm moradia, emprego ou ocupação, alimentação farta e um bom padrão de vida ao lado de tantos miseráveis.
Cabe às administrações federal, estaduais e municipais promoverem projetos de inclusão social, começando pela educação, passando pela assistência à saúde e chegando ao emprego formal. Somente assim conseguiremos, ao longo dos próximos anos, diminuir esta situação terrível que nos envergonha. No Bolsa Família, tem que se cobrar a presença das crianças assistidas para que frequentem os bancos escolares. Essa foi a ideia central do programa, dar condições de evolução às camadas mais pobres.
De outra parte, o aumento da extrema pobreza no País nos últimos anos está diretamente ligado à recessão no biênio de 2015/2016, com demissões em massa. Parte dessas pessoas só conseguiu retornar ao mercado de trabalho mais tarde, em condições menos favoráveis. Então, se a crise econômica puxou a pobreza, para superar a situação tem que haver políticas de combate à miséria, medidas de estímulo ao mercado de trabalho, políticas distributivas para proteger as populações mais vulneráveis nesses ciclos econômicos e estimular cada vez mais a educação. E sem demora, tanto no nível federal como, muito mais, nos estados e, principalmente, nos municípios. Com a popular vontade política.
 
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