Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, segunda-feira, 04 de novembro de 2019.
Dia do Inventor.

Jornal do Comércio

Opinião

COMENTAR | CORRIGIR

editorial

Edição impressa de 04/11/2019. Alterada em 04/11 às 03h00min

Juros a 5% caem ao menor nível da nossa economia

Finalmente chegou o dia esperado pelos empresários e os brasileiros, os juros foram rebaixados para 5% ao ano. Descontando a inflação, serão os menores da história econômica do Brasil. Depois de várias reduções, eis que chegamos a esse patamar, com uma grande economia pelo pagamento dos juros para rolar a astronômica dívida pública federal, em torno de R$ 4 trilhões. Com isso, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) atingiu o menor patamar da história econômico-financeira do Brasil.
Finalmente chegou o dia esperado pelos empresários e os brasileiros, os juros foram rebaixados para 5% ao ano. Descontando a inflação, serão os menores da história econômica do Brasil. Depois de várias reduções, eis que chegamos a esse patamar, com uma grande economia pelo pagamento dos juros para rolar a astronômica dívida pública federal, em torno de R$ 4 trilhões. Com isso, a Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia) atingiu o menor patamar da história econômico-financeira do Brasil.
Antes, a menor taxa de juros já registrada foi a que vigorou entre outubro de 2012 e abril de 2013, em 7,25% ao ano.
Diante da crise financeira pela qual passa o País, mesmo que em lenta recuperação nos últimos três meses, os juros tinham mesmo que cair. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está com previsão de fechar o ano em pouco mais do que 3%, inflação bastante diminuta. O centro da meta do Banco Central é 4,5%, com variação de dois pontos percentuais para mais, ou 6,5%, ou para menos, no caso, 2,5%. Simultaneamente, é preciso que o governo corte os gastos de custeio. Justamente nas categorias do funcionalismo que ganham bem acima da média salarial do setor privado, ou cerca de 60% a mais. Não se pede - repetimos - um nivelamento por baixo, mas sim coerência de acordo com a capacidade da Nação. Ainda temos muitas demandas por educação, saúde e segurança, além de infraestrutura.
Enfim, veio um novo corte, segundo todos esperavam. Então, a taxa de juros no Brasil chega ao patamar tão almejado por todos, mesmo que ainda exista margem para um outro corte, até o final do ano, segundo analistas do mercado. Uma boa notícia em meio aos atritos recorrentes entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e parte da mídia impressa e televisiva, algo que não ajuda em nada o que todos querem, o soerguimento da economia com a geração de milhões de empregados para tirar do limbo social os que estão à margem do mercado de trabalho, lastimavelmente.
Resta continuar o movimento pelas reformas estruturais de que tanto o País precisa justamente para alavancar postos de trabalho e dar continuidade a muitos projetos públicos e privados, com mais educação, saúde e segurança, setores que continuam sendo as grandes aspirações de todos.
Só assim poderemos terminar o ano com redobradas esperanças de que 2020 será melhor do que este 2019, mesmo com pontuais avanços, como mais postos de trabalho, reformas aprovadas, 13º salário no Bolsa Família e a vinda de fortes investimentos estrangeiros no País. É a esperança renovada neste ano que vai terminar.
 
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia