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Opinião

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Editorial

- Publicada em 03h00min, 14/10/2019. Atualizada em 03h00min, 14/10/2019.

Brasil na OCDE foi sonho postergado 

Era mesmo um sonho, um trunfo econômico que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) estava festejando desde que, em visita à Casa Branca, Donald Trump prometera total apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Seria um impulso para tirar o Brasil da letargia econômica que nos persegue há anos. No entanto, desde Washington, veio a notícia arrasadora: os Estados Unidos não incluíram o Brasil no seu pedido de novos países na organização.
Era mesmo um sonho, um trunfo econômico que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) estava festejando desde que, em visita à Casa Branca, Donald Trump prometera total apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Seria um impulso para tirar o Brasil da letargia econômica que nos persegue há anos. No entanto, desde Washington, veio a notícia arrasadora: os Estados Unidos não incluíram o Brasil no seu pedido de novos países na organização.
A adesão à entidade é - ou era - um dos principais objetivos da política externa da gestão Bolsonaro e dada como justificativa para o alinhamento total entre Brasil e EUA. O secretário de Estado, Mike Pompeo, informou que só pediu o acesso à OCDE da Argentina e da Romênia.
O posicionamento dos EUA foi manifestado em carta enviada por Pompeo ao secretário-geral da OCDE, José Ángel Gurría, em 28 de agosto, sem que o Brasil do "amigo" Jair Bolsonaro fosse informado. Se foi, nada veio a público. Mais uma vez fica provado que países não têm amizades, mas sim interesses.
A justificativa é que há uma ordem de precedência sobre os pedidos de inclusão, e os dois países estavam na frente. Para amenizar o baque, fonte do governo norte-americano explicou que os EUA estão abertos a um eventual convite ao Brasil, mas deram prioridade à Argentina e à Romênia porque houve esforços desses países para implantar reformas econômicas e por seu compromisso com o livre-mercado.
Ora, se há governo que está tentado destravar todas as amarras internas e externas para a economia de mercado esse é o atual, com a liderança do mais do que liberal ministro da Economia, Paulo Guedes.
Desde o início do governo Bolsonaro, o Brasil já ofereceu aos EUA acesso à base de lançamento de foguetes em Alcântara (MA), liberou a compra de etanol ianque e isentou turistas norte-americanos de visto. Em troca, o agora pouco confiável Trump designou o País como aliado extra-OTAN e prometeu apoiar sua candidatura na OCDE. Para tanto, deixamos status de país em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC).
O pedido de adesão do Brasil foi feito em maio de 2017, no governo de Michel Temer (MDB), mas a entrada depende da aprovação dos Estados-membros, incluindo países do Leste Europeu, do Chile, do México e da Turquia.
Para alguns, a consequência é que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente, não será indicado ou aprovado para a embaixada do Brasil em Washington. Foi um baque que esfria a expectativa da retomada econômica. Resta entrar na fila dos candidatos e esperar.
 
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