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Porto Alegre, terça-feira, 08 de outubro de 2019.
Dia do Nordestino e dia Nacional do Combate a Cartéis.

Jornal do Comércio

Opinião

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editorial

Edição impressa de 08/10/2019. Alterada em 08/10 às 03h00min

Dívida pública federal emperra o crescimento

O descontrole das contas dos governos, seja o federal, mas também atingindo os estados e os municípios, é o fulcro da crise socioeconômica que o Brasil vem passando há anos. A desorganização, a falta de planejamento e muita demagogia nos levaram a um estoque da Dívida Pública Federal (DPF) que atingiu R$ 4,074 trilhões, segundo o Tesouro Nacional. É a primeira vez que o endividamento ultrapassa os R$ 4 trilhões. Ora, como uma empresa, ou mesmo uma família, as administrações públicas têm que viver de acordo com o que arrecadam ou recebem. Sair dos limites é um perigo, salvo em condições esparsas e sabendo que, logo depois, haverá verbas para honrar a dívida ou o empréstimo assumido.
O descontrole das contas dos governos, seja o federal, mas também atingindo os estados e os municípios, é o fulcro da crise socioeconômica que o Brasil vem passando há anos. A desorganização, a falta de planejamento e muita demagogia nos levaram a um estoque da Dívida Pública Federal (DPF) que atingiu R$ 4,074 trilhões, segundo o Tesouro Nacional. É a primeira vez que o endividamento ultrapassa os R$ 4 trilhões. Ora, como uma empresa, ou mesmo uma família, as administrações públicas têm que viver de acordo com o que arrecadam ou recebem. Sair dos limites é um perigo, salvo em condições esparsas e sabendo que, logo depois, haverá verbas para honrar a dívida ou o empréstimo assumido.
Um pequeno consolo é que a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 9,55% menor, baixando para R$ 160,87 bilhões no mês passado. A fatia dos investidores estrangeiros na dívida pública caiu em agosto em relação a julho. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a participação dos investidores no Brasil no estoque da DPMFi passou de 12,31% para 12,14% em agosto, somando R$ 474,98 bilhões.
Dessa maneira, e para não aumentar ainda mais o endividamento, é preciso que o Sistema Especial de Liquidação e Custódia, a popular taxa Selic, seja baixada até o final ano, ela que está em 5,5%. Mas justamente os bancos que operam com a Selic cobram até quase o dobro nos seus cheques especiais, além dos cartões de crédito que batem em até 300% ao ano, uma loucura que só emperra a economia.
Evidentemente que não se quer culpar os bancos pela crise pela qual estamos passando, sempre frisando os milhões de desempregados. Para reverter este quadro sombrio e que está deixando no desespero milhares de pessoas, impossibilitadas de manter o seu sustento e, mais ainda, de suas famílias, somente com investimentos.
Como os governos não têm verbas, apoiamos as parcerias público-privadas em todas as instâncias das administrações públicas. Não adianta tentar recuperar a economia sem mais obras, mais fábricas, mais safras, mais comércio e mais serviço e empregos sendo criados e tudo funcionando a pleno.
Ficar discutindo detalhes do orçamento sabendo que não há verbas e que os problemas passam de ano a ano é ciscar no que nada resolve. Vamos equacionar e economizar o que for possível para investir em educação, saúde e segurança, além, como citado, na infraestrutura. É disso que o Estado e o Brasil precisam.
 
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