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Porto Alegre, segunda-feira, 07 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

Opinião

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Edição impressa de 07/10/2019. Alterada em 07/10 às 03h00min

As cinco virtudes do cooperativismo

Vergilio Frederico Perius
Em tempos nos quais as acirradas disputas ideológicas andam em alta, convém lembrar um movimento econômico que reforça a participação das pessoas, e não do capital.
Em tempos nos quais as acirradas disputas ideológicas andam em alta, convém lembrar um movimento econômico que reforça a participação das pessoas, e não do capital.
Podemos afirmar que o modelo econômico do cooperativismo é de centro, tendo ao seu lado o socialismo e o capitalismo. Deste, preserva a autonomia e a liberdade de produzir bens e serviços, sem o comando do Estado. Daquele, preserva a igualdade.
Temos, enquanto cooperativas, um forte vínculo com as comunidades nas quais estamos inseridos.
O desenvolvimento local é a nossa marca, e participamos ativamente do dia a dia de nossa gente.
As cooperativas fixam raízes nas comunidades e não lhes tiram os investimentos ali plantados.
Se há riqueza gerada, essa é redistribuída aos seus munícipes e associados das regiões vizinhas.
Não ocorre evasão de divisas, nem colonialismo. Crescemos mutuamente.
A fixação do homem ao campo se dá via commodities e agroindústrias cooperativas.
A agroindústria gera mais riquezas, pois agrega renda e mão de obra.
Como exige matérias-primas (frango, suíno, leite, uva, grãos), demanda muito manejo no campo e assegura mão de obra nas propriedades rurais.
Ademais, as instalações agroindustriais criam empregos em muitas regiões do nosso Estado.
É o caso do Vale do Taquari, por exemplo, que melhora as condições de vida de seus habitantes, pois ocorre uma forte agregação de renda, algo comprovado sempre.
As cooperativas privilegiam o capital social. Ou seja, o investimento versus o capital especulativo.
O capital é meio de produção e, nas cooperativas, presta serviço para alavancar a produção e o trabalho.
Quem afasta do capital o fator especulativo são dois princípios cooperativos: os juros legais e o voto unipessoal. Dessa maneira, o capital está "domado" pelo trabalho e a serviço deste, e se torna "capital social".
As sobras geradas pelas cooperativas são devolvidas aos sócios.
Em duas maneira: em forma de investimento no negócio ou depositado em sua conta-corrente.
Presidente do Sistema Ocergs-Sescoop/RS
 
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